Moisés
"Todas as religiões têm a sua mito- logia, sem a qual não poderiam ser populares." José laércio do egito, frc.
Marquês de Maricá
No seio do povo egípcio, politeísta, por alguns séculos, viveu um povo monoteísta, os hebreus. Havia uma grande diferença entre a forma religiosa dos egípcios e nos hebreus no que diz respeito ao lado exotérico pois a religião hebraica era monoteísta tendo como deus único JEHOVÁ, enquanto haviam inúmeros deuses citados na religião egípcia, assim os hebreus quase nada absorveram das religiões egípcias no que diz respeito ao seu lado exotérico. O mesmo não se pode dizer quanto ao lado esotérico pois os hebreus praticamente esotericamente estruturam nos ensinamentos egípcios oriundos da Atlântida.
Os hebreus viveram 470 anos de "escravidão" no Egito, mas aquele tipo de escravidão era totalmente diferente daquela escravidão que posteriormente foi estabelecido na América Colonial onde os escravos eram apenas seres usados para os trabalhos vis. No Egito foi diferente, os Hebreus, mesmo sendo "escravos" tinham certas regalias. Assim os hebreus trabalhavam em todos os ramos, muitos tiveram acesso à arte de construir. Operários de vários setores de atividade os hebreus assimilaram muito dos conhecimentos egípcios.
Na raça hebraica nasceu MOISÉS que cresceu como filho adotivo de uma filha do Faraó. Criado na corte, Moisés teve acesso muitos dos conhecimentos dos egípcios. Sem que os dirigentes egípcios soubessem Moisés se inteirou de muitos conhecimentos das Escolas de Mistérios. (Devemos esclarecer que a palavra MISTÉRIO no Egito não tinha o mesmo sentido atual. O termo que mais se aproxima do verdadeiro sentido daquela palavra é CALAR ).
Moisés, mesmo havendo sido filho adotivo da filha do Faraó teve que fugir daquele país por motivos de ordem política. Naquela fuga ele foi ter à presença de Jetro que não era, como muitos pensam, um simples pastor de ovelhas, pois na realidade ele era um sacerdote de Midian, uma pessoa sábia, possuidora de conhecimentos secretos provindos de povos de raça negra da região onde hoje é o Sudão e onde, nos primeiros séculos após a chegada dos Atlantas ao Norte da África, foram estabelecido algumas colônias pequenas. Assim é que grande parte dos conhecimentos de Jetro era herança dos remanescentes da Atlântida.
Moisés viveu vários anos com Jetro e se casou com uma de suas filhas. Assimilou todo o conhecimento que podia receber daquele sábio. Assim, a totalidade dos conhecimentos místicos de Moisés teve como origens: Escolas iniciáticas do Egito, ensinamentos de Jetro e ensinamento dos sacerdotes hebreus.
Foi pelos ensinamentos dos sacerdotes hebreus que Moisés se tornou discípulo de JEHOVÁ. A Bíblia afirma que a partir do período em que Moisés viveu na companhia de Jetro ele manteve encontros com JEHOVÁ, que se intitulava "Deus de Abraão" ou "SENHOR DOS EXÉRCITOS". Jehová apareceu para Moisés e isso foi o que fez com que houvesse uma imensa influência de Jehová sobre ele fazendo com que misturasse os ensinamentos de três fontes diferentes e em grande parte opostos. Aqueles conhecimentos que mais tarde constituíram a Cabala foram mesclados com parte da história religiosa dos hebreus e isso era de interesse de Jehová. Moisés tinha conhecimentos autênticos da Cabala e das fontes oriundas da Atlântica. O que podemos dizer é que Moisés procurou unificar os conhecimentos por isso na Cabala atual existe tantos dados referentes à história dos hebreus. Assim a Cabala passou a ter uma conotação bem diferente da que tinha antes. Jehová se colocou dentro dos ensinamentos, ensinou intuitivamente a Moisés o outro lado daquela doutrina, adaptou tudo segundo a história do povo hebreu e chegou especialmente a alterar muito a estória da criação tal como era ensinada pelos descendentes da Atlântida.
Na realidade Jehová não era uma Consciência Universal, um Deus Metafísico, mas uma força que em muitas ocasiões se apresentou objetivamente.
Êxodo 3.6 - "Eu sou o "Deus de teu pai, o Deus de Abraão, o Deus de Isaac e o Deus de Jacó. E Moisés encobriu o seu rosto, porque temeu olhar para Deus."
Os versículos seguintes demonstram que Moisés fora escolhido por Jehová para retirar o seu povo, o povo Hebreu do Egito.
No primeiro encontro Jehová apareceu em pessoa dentro de uma sarça em fogo e disse entre outras coisas que naquele solo Moisés não podia pisar.
Assinalemos o "Não poder pisar" por recomendação de Jehová. Isso indica que não se tratou de uma percepção subjetiva de Moisés e sim de um aparecimento objetivo, concreto.
Moisés foi escolhido por Jehová para por em execução novos planos atinentes aos Hebreus conforme os acordos estabelecidos detentor de um cabedal imenso de conhecimentos que não interessavam a Jehová que o povo hebreu deles tomassem conhecimento.
Moisés era um sábio possuidor de conhecimentos oriundos da Atlântida e transmitidos por Jetro e isto os dirigentes do Egito não sabiam. As Escolas de Mistérios ignoravam que Moisés obtivera praticamente todos os conhecimentos proibidos uma pequena parte desde quando ele vivera na corte do Faraó e muito mais ainda vários anos que conviveu com Jetro.
Poucos sabem que os Hebreus tinham uma ciência secreta ensinada de pai para filho, de mestre para discípulo e que era dado a conhecer apenas a pessoas escolhidas. Aquele saber veio a se constituir na doutrina esotérica dos hebreus, a Cabala. Aqueles ensinamentos traziam toda a verdade histórica e metafísica e já existia, portanto, no tempo do cativeiro no Egito embora não com este nome. Moisés sabia de todo aqueles ensinamentos e bem melhor porque em essência eram conhecimentos idênticos aos das Escolas de Mistérios.
Por determinação de Jehová Moisés voltou para o Egito onde começou a tentar obter a liberdade para que o povo hebreu pudesse sair de lá, pois isso interessava diretamente a Jehová. Desde Abraão os hebreus eram um povo totalmente dedicado aquele "senhor" portanto muito significativo para Jehová que o povo parceiro de acordos fosse um povo independente, longe dos ensinamentos as Escolas Iniciáticas.
Com a ajuda direta de Jehová que o orientava Moisés acabou por conseguir o seu intento de libertar os hebreus do Egito depois de submeter o Faraó mediante uma série de pragas e de outras desgraças citadas na Bíblia.
(Recomendamos, visando um melhor entendimento, a leitura de Êxodo 6.27 até o capítulo 14). Por essa leitura pode-se evidenciar a luta que se estabeleceu entre o poder material do Faraó e Jehová por intermédio de Moisés que acabou sendo atendido em seu propósito de libertar o povo Hebreu do cativeiro egípcio.
Vale salientar o encontro na corte do Faraó entre Moisés e os magos em que poderes mágicos foram exibidos de lado a lado. Os magos da corte não se intimidaram com os fenômenos demonstrados por Moisés porque eles conheciam também muito daqueles fenômenos baseados em princípios ensinados nas Escolas de Mistérios. Moisés acabou vencendo os magos porque conhecia bem mais leis do que eles, desde que ele detinha também os conhecimentos atlantas oriundos de Jetro.
Após inúmeras querelas finalmente Moisés conseguiu permissão para conduzir o seu povo para fora do Egito. Assim os Hebreus partiram em busca da "terra prometida", uma pátria para eles, um lugar onde da terra jorrava mel conforme a promessa de Jehová.
Um dos pontos enigmáticos da saída dos hebreus do Egito diz respeito à travessia do Mar Vermelho. O Faraó, que havia permitido a saída dos hebreus voltou atrás e mandou o exército em perseguição aos hebreus. Ora, isso parece um contrasenso desde que se desconheçam as razões que levaram o Faraó a tomar tal atitude. Podemos dizer que a contra-ordem dada pelo Faraó foi resultante da pressão sobre ele exercida depois da partida quando se teve ciência que Moisés levara consigo um cabedal imenso de conhecimentos secretos.
Durante 40 anos os hebreus peregrinaram pelo deserto. Naquela caminhada eles foram alimentados por "processos mágicos" operados por Moisés que com a sua varinha (cajado) fazia brotar água das pedras e o "maná" provinha do céu. Vide Êxodo 19.3 a 20.25.
Durante todo aquele tempo Moisés foi dirigido por Jehová, culminando com a entrega de um sistema disciplinar, um código moral para o povo eleito (as Tábuas da Lei) cuja transgressão significava uma quebra de compromissos, um rompimento do tratado entre Jehová e a "raça eleita".
Vale salientar que Moisés e alguns outros sábios hebreus eram portadores de todo o conhecimento acumulado pela raça hebraica durante centenas de anos. No cativeiro os Hebreus foram acumulando experiências e conhecimentos. Paralelamente eles cultivaram uma série de regras morais e religiosas que constituía o TORÁ, o livro sagrado dos Hebreus. Também certo cabedal de conhecimentos secretos (esotéricos) posteriormente codificado na CABALA. Naquele tempo o conhecimento secreto ainda não tinha este nome. Era o conhecimento místico e exotérico dos Hebreus que em sua quase totalidade de alguma forma proviera das Escolas de Mistérios quer da fase de cativeiro, quer da fase anterior quando os conhecimentos secretos oriundos da Atlântida foram transmitidos a outros pontos do Oriente Médio, da África e mesmo da Europa. Os hebreus colheram aqueles conhecimentos especialmente das antigas escolas iniciáticas do Oriente Médio.
Quando os Hebreus partiram do Egito levaram aqueles conhecimentos que depois foram sendo deturpados durante os anos e muitas coisas acabaram sendo esquecidas ou alteradas. Houve certo empobrecimento, por assim dizer, do saber desde o momento em que partiram do Egito até a chegada à terra de Canaã.
Nesta palestra mostramos a razão pela qual o Faraó que queria se ver livre dos Hebreus, em decorrências das pragas que atingiram o Egito, bruscamente mudou de opinião. Essa é uma interrogação que têm persistido por séculos. Muitas Ordens Secretas estudaram o problema e algumas chegaram à conclusão de que o motivo foi, como já dissemos antes, haverem os hebreus levado com eles conhecimentos que de forma alguma poderiam escapar do Egito. Somente quando o Faraó teve ciência de que os hebreus haviam levado conhecimentos interditos ao povo foi que tomou a iniciativa de persegui-los e trazê-los de volta, culminando isto com a cena da Passagem do Mar Vermelho.
Aqueles que já leram o livro ÊXODO, um dos cinco livros que constituem o PENTATEUCO da Bíblia, podem perceber que o Deus dos Hebreus era uma entidade que dialogava freqüentemente com o povo e que durante a peregrinação pelo deserto até dava-lhe de comer.
Êxodo 16.11 "E o Senhor falou a Moisés, dizendo: Tenho ouvido as murmurações dos filhos de Israel; fala-lhes, dizendo: Entre as duas tardes comereis carne, e pela manhã vos fartarei de pão e sabereis que Eu sou o Senhor Vosso Deus".
A presença do Deus dos Hebreus foi constante em toda a peregrinação pelo deserto; guiou-os, alimentou-os e orientou-os em todos os sentidos. A ajuda do Senhor dos Hebreus era constante como se pode sentir em ÊXODO 23.20 e seguintes. "O Senhor enviou alguém que chamou Anjo para ir à frente do seu povo e vencer os inimigos". Isto indica uma presença física de um ser que teria permissão para lutar ao lado dos Hebreus contra os inimigos. Havia uma associação entre o povo e o seu Deus.
Em Êxodo 25 o deus dos Hebreus solicita uma série de coisas materiais como "Ouro, cobre, tintas, peles, linho, madeira, pele de texugo”, e outras coisas para construir algo que denominou TABERNÁCULO.
O Deus dos Hebreus fez mais um pacto quando disse que faria maravilhas que nunca foram feitas em toda a terra Êxodo 34.10. Em troca os Hebreus deveriam não se inclinar diante de outro deus. Sendo assim o próprio Jehová admitia a existência de outros deuses, não se colocando no lugar de um Deus Supremo, Único, Universal, Cósmico.
O Tabernáculo depois de construído foi visto pelo senhor que disse "Quando houver pairando sobre ele uma nuvem durante o dia e fogo durante a noite, devereis caminhar pelo deserto. Desta forma podemos sentir que o tabernáculo parece mais ser um aparelho com uma determinada finalidade prática, encerrando conhecimentos de uma ciência diferente da época. Era um objeto com uma finalidade material e ativa. Assim podemos tirar uma conclusão: Haviam conhecimentos profundos no passado, conhecimentos científicos como aqueles envolvidos na construção do Tabernáculo.
Ao avistar a Terra da Promissão, Moisés morreu, após haver escrito os cinco primeiros livros da Bíblia conhecidos com o nome de Pentateuco, assim sendo, com certeza, em decorrência da influencia de Jehová, foram feitas alterações na história da criação e em muitos outros pontos.
Vemos que na peregrinação pelo deserto com destino à Terra Prometida, Terra de Canaã, os hebreus foram orientados diretamente por Jehová durante 40 anos e que este falava frequentemente com Moisés e alguns dos dirigentes. Assim foram estabelecidas normas, leis, maneiras de ser e agir, regras de saúde, de higiene, preceitos de várias naturezas. Ensinou a maneira de construir algo destinado a servir de guia para o povo em sua caminhada pelo deserto. Alimentou o povo, apoiou na luta contra as tribos encontradas no deserto. Permitiu a guerra contra alguns povos a ponto de enviar um dos seus anjos para ir à frente da luta matando mulheres, velhos e crianças sem qualquer complacência. O Deus dos Hebreus, como se pode ver, deu ao povo eleito conhecimentos vários e o instigou à guerra, à matança de seres vivos, derramamento de sangue.
Moisés esteve 40 dias no Sinai quando recebeu as “Tábuas da Lei”. Foi naquele período que ele teve consciência clara sobre Jeová. Até então Moisés estivera totalmente envolvido, tanto é assim que ele aceitou as atrocidades cometidas pelos hebreus durante 40 anos de peregrinação entre o Egito e a “Terra Prometida”.
O que afirmamos parece algo inverídico e fantástico, mas para que se possa aceitar isto basta que se compare o que está escrito nos mandamentos com o que sob a direção de Moisés foi praticado no deserto pelos hebreu. Naquela peregrinação eles violentaram, mataram, tomaram o que não lhes pertencia, conquistaram povos e escravizaram; enquanto os Mandamentos recebidos por Moisés são a antítese de tudo aquilo. Antes, Moisés estava sob a influência de Jeová, enquanto que no Sinai ele realmente recebeu do Verdadeiro Deus os mandamentos.
Uma análise consciente, responsável, e sóbria, leva qualquer um a admitir que o Deus dos Hebreus jamais pudesse ter sido um Deus Cósmico, Universal e Onipotente. Um Deus Cósmico, Criador de Universos, dos quais o nosso é apenas um deles e constituído por um espetacular aglomerado de bilhões de Galáxias, cada uma com centenas de bilhões de estrelas, jamais precisaria querelar através de pessoa alguma com um insignificante habitante do planeta terra mesmo um Faraó, por mais poderoso que esse fosse a termo de planeta terra. O faraó em termos cósmicos era algo insignificante, algo infinitamente limitado, se comparado a um Deus Cósmico.
O Grande Arquiteto do Universo, aquele que construiu essa obra fantástica que é o Universo, para conseguir um lugar para um povo eleito não necessitaria querelar com faraó algum, com planeta algum, com chefe algum, até mesmo se este hipoteticamente fosse o chefe de uma Galáxia inteira.
Nossa conclusão, e aquilo que as Organizações Secretas sabem, é que Jehová não era o Deus Cósmico, o GRANDE ARQUITETO DO UNIVERSO.

