A Trindade Babilônica
“ Fostes o mesmo antes de o mundo ser criado; Tendes sido o mesmo desde que o mundo foi crido; Sois o mesmo neste mundo, e sereis o mesmo no mundo que virá”.
Cabala
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Na religião básica da Babilônia havia menção a uma Trindade que havia sido herdada da Trindade de origem sumeriana ( 2400 anos a.C.) e que era constituída por Anu, Deus do Céu; Shlil ou Bel, deus do Ar e da Terra; Enki ou Ehlil, ou Éa ou Hea deus das águas.
Na Babilônia Anu era tido como uma das mais altas divindade. Rei dos Anjos e Espíritos, Senhor da cidade de Erech. Era considerado Governador e Deus dos céus e da terra, tendo como símbolo uma estrela e uma cruz semelhante à Cruz de Malta, emblemas da divindade e da soberania. É uma divindade abstrata que se supõe ter dado existência ao espaço e ao céu..
Anu corresponde no hinduísmo a Brahmâ e em outras teogonias a Kether, Força Superior, Deus, Luz,. Um dos seus filhos era o Deus do Fogo.
De Anu nasceram Hea e Bel, compondo assim a Trindade Babilônica.
Ea, também conhecido por Anu Hea, é o segundo Deus da Trindade Babilônica. Era considerado o fazedor do destino, Deus da sabedoria e de todo o conhecimento. Assim a missão de Ea era a de reparar todo o mal desenvolvido por Bel desde que ele tinha o devido conhecimento para cumprir essa missão, como Deus da Sabedoria e do Conhecimento.
Bel, era o terceiro deus, aquele que tornou a Trindade imperfeita ao criar o mundo. Assim ela pode ser considerada como o agente do mal, aquele deus que gerou todos os males. Através de Bel o mal penetrou na criação.
Bel [1] integrante de uma das mais antigas das trindades, a da Babilônia. Bel era tido como um poderoso deus, senhor do mundo, “Senhor do Abismo”, deus do conhecimento do mal. Em seu aspecto feminino e Zakti, era Belat, ou Beltis Um grande panteão de deuses específicos seriam resultantes dos desdobramentos de Bel.
Grande parte do conhecimento oficial sobre a religião da Pérsia e da Babilônia contam do texto sagrado - O AVESTA - que é ele próprio apenas uma fração dos escritos originais e foi transmitido oralmente durante pelo menos mil anos.
A Trindade descrita dizia respeito ao nível espiritual, porém na Babilônia também era conhecida uma outra Trindade constituída por: Sin, deus Lua, Shamash, deus Sol; Ishtar, deusa do planeta Vênus.
Na Teogonia babilônica num nível mais alto que a Trindade estava Marduk, o Deus Supremo que em sua obra criadora vence Tiamat, o casos.
A religião babilônica citava uma vasta demonologia rica em seres monstruosos, cuja única finalidade era atormentar os homens. Havia, também, toda literatura consagrada às rezas, fórmulas de encantamento e cerimonias mágicas para exorcizar os demônios.
Os deuses mais freqüentemente invocados com a finalidade de afastar os demônio era esta finalidade eram Enki ou Éa e Marduk..
Na Babilônia a ciência divinatória era muito elaborada e compreendia diversos ramos, dentre os quais a teratomância ( presságios extraídos de nascimentos monstruosos); a oniromância ( interpretação dos sonhos) a lecanomancia ( prognósticos derivados do movimento do óleo vertido sobre água) e principalmente, a haruspicia *( exame das vísceras dos animais sacrificados, que foi transmitida aos romanos por meio dos Hititas. A ciência mesopotâmica por excelência era a astrologia que contribuiu para perpetuar a fama dos magos caldeus, através dos tempos.
Os mitos e lendas dos babilônios deixaram suas marcas nos primeiros capítulos do gênese, especialmente no que diz respeito ao dilúvio. Os Babilônios tinha uma história idêntica a dos Judeus a respeito de Noé. No mito do dilúvio narrado na Babilônia o herói é Utnapishtim; essa lenda, mantida na epopéia de Gilgamesh, é, sem dúvida alguma, o protótipo da narrativa bíblica do Dilúvio de Noé.
Queremos salientar que nas religiões da antigüidade não havia a idéia de demônio tal como nas religiões atuais. O mal e o Bem eram parte da própria divindade. Vemos que na teologia das religiões antigas um deus podia agir num sentido ou no noutro. Na realidade isso tem uma razão de ser posto que tudo tendo uma só origem, de uma forma ou de outra o mal e o bem são oriundos de uma única fonte. Somente nas etapas inferiores da criação é que esses valores tornam-se separados. Isto se torna muito nítido no Hinduismo em que a maioria dos teólogos aceita que Shiva é considerado não um demônio mas um deus que tem por missão destruir e construir, conforme vimos na palestra anterior.
Muitas religiões não separam os poderes do mal e do Bem porque tratam-se de condições bem relativas e sendo assim indistintas quando não são estabelecidos parâmetros referenciais.
Mal e Bem é uma questão de referenciais, senão vejamos: Quando uma coisa é agradável à pessoa esta acha que é uma coisa de Deus e quando o inverso uma cosia de satanás. Para entendermos isso voltemos àquele exemplo que já demos, paciente versus bactérias. Um antibiótico que salva a vida de um paciente, para este é uma coisa boa, um bem, algo de Deus, mas, enquanto isto para a bactéria é exatamente o inverso, uma coisa ruim porque a destrói, é um mal, uma coisa de satanás.
Esta é a razão pela qual muitos deuses da antigüidade tinham os dois atributos. O que afirmamos ser diferente é que no plano Divino não existe o mal explicito, este só se manifesta nos níveis bem inferiores da criação. A condição pessoal é que torna uma coisa ma ou ruim. Por isso é que o Apóstolo Paulo dizia que as pessoas puras todas as coisas são puras e para os impuras todas são impuras.
O mal, em sua grande maioria, está no uso que a pessoa faz de algo, portanto ele está na pessoa, no próprio ser e não fora dele.
No universo há uma Força Única que é perfeita e boa. Se todos permanecessem nesse nível, então só haveria o bem. Mas como houve uma descida, uma diferenciação, surgiram as opções de escolha, a possibilidade da escolher uma opção que para a pessoa pode ser má ou boa. Como decorrência da fragmentação, da diferenciação, então houve o afastamento, e consequentemente a desarmonia. Desde que haja saído da perfeição é natural que hajam surgido as situações sofredoras, que são unicamente os frutos a saída da perfeição, do afastamento do bem, e não a conseqüência da existência de um mal ambulante.
Dissemos que nenhuma modificação pode ser feito no sentido de melhorar a perfeição, qualquer alteração só pode ser no sentido do afastamento, ou seja, tornar o perfeito em imperfeito. Nenhuma modificação para melhor pode ser feito na Luz, no Amor, na Paz, ou em quaisquer dos atributos prefeitos de Deus. Cada atributo já é a própria perfeição em seu nível máximo, qualquer modificação, portanto, comporta apenas o afastamento. O afastamento da alegria é a tristeza, o da paz é a guerra. Portanto o dever e nos afastarmos da treva para chegarmos à Luz.
Tanto a religião da atriga Pérsia quanto da Babilônia sofreram influências do mais antigo Livro Sagrado da Índia, o Veda. Os Arianos, invasores ancestrais da Índia, são os responsáveis pelo mais antigo livro sagrado hindu. Os Arianos habitaram o platô iraniano em época muito remota.
O panteão ariano original era compartilhado por dois diferentes grupos de divindades, os asuras ( oyu ahuras) e os daivas. Os asuras teriam sido antigos deuses que moravam no céu, ao passo que os daivas estariam mais próximos dos homens e, consequentemente, mais intimamente associados a eles. Depois, teriam começado as divergências entre os dois grupos de deuses, É curioso notar que na Índia os asuras acabaram se tornando demônios, enquanto no Irã aconteceu o contrário. Isto tudo provavelmente teria acontecido antes do surgimento do Zoroastrismo.
Conforme o que acabamos de dizer o sentido de demônio e de Deus são estava separado nas religiões antigas e mesmo assim pode ocorrer uma inversão de valores entre eles conforme o pais, como acontece u na Índia e do Irã com relação aos asuras. Por que tal acontece ? Exatamente porque o mal e o Bem são condições muito relativas, assim sendo para que se possa classificar uma força primeiro é preciso estabelecer os parâmetros
O nosso intento básico ao descreve algumas das Trindades é mostrar que nas grandes religiões do passado o mal penetrou no mundo a partir da própria Trindade e que muitos deuses assumiam uma dupla condição.
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Notas
Tem um outro nome, Belas. ↑