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O Egrégora do Mal

Tema 0.539 · Temas Complementares · 1 640 palavras · cerca de 11 min

“ Não faças o mal, e o mal não existirá”.

Leon Tolstoi.

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Ilustração do documento original

Nas duas palestras anteriores fizemos um estudo preliminar sobre duas das concepções sobre o satanás. Num deles analisamos o pensamento que diz ser aquele ser uma individualidade, um ser objetivo e na segunda, ser ele uma metáfora, ou melhor uma manifestação da consciência em sua polaridade Mal e Bem.

Na realidade nenhuma das duas isoladamente preenche o lugar que é atribuído ao “ser” maligno. E verdade que à primeira possibilidade é inconcebível e que a segunda é lógica, mas queremos dizer que na realidade as duas condições existem, como escreveu Clemente de Alexandria. Satanás está dentro e fora da mente ao mesmo tempo e esta conclusão baseia-se na própria criação, como veremos.

A partir da Tríade Superior houve a descida vibratória gerando todas as coisas existentes. Mas não foi somente uma descida de Binah até Malkut no que diz respeito às coisas materiais pois isto não seria possível ocorrer sem que estivesse presente a consciência. Para que houvesse a descida de Binah teria que ser em tudo inclusive em consciência. Em Binah existia a perfeição e nela todas as coisas existentes estavam implícitas . Em todas as coisas, como já dissemos muitas vezes, está sempre s presente a consciência e o nível de consciência se faz conforme o nível de cada coisa. Vamos exemplificar melhor, um ser humano tem uma manifestado de consciência, assim como também o tem uma simples célula porem a consciência se apresente não da mesma maneira, ela se apresenta especificada para cada ser. A consciência é a mesma mais está mais livre num ser que no outro, numa coisa que na outra. Desta maneira pode-se entender que a Consciência em Binah dentro da Tríade apresenta-se num nível mas que ao serem criadas as coisas ela teve que ir se limitando segundo cada nível, até que chegar ao nível mais baixo em Malkut. A vibração levou a criação para abaixo mas também levou a consciência.

Portanto, no processo da criação a consciência também se envolveu, também desceu de nível. Um espírito na realidade é “uma porção de energia dotada de consciência e querer. De um modo geral o demônio é um espirito e como tal é também um tanto de energia dotado de consciência e querer. Assim podemos dizer que a consciência do nível da Tríade Superior desceu da condição de pureza, da condição de Luz. A Luz tornou-se menos clara, por isso diz-se que ela se envolveu, tornado-se assim, cada vez, mais afastada do brilho que tinha ao nível de Kether.

Se tudo quanto existe é consciência veiculada por energia, é claro que a consciência presente em seu mais baixo nível represente objetivamente o satanás, mas, ao mesmo tempo mas ao mesmo tempo esta sujeito à lei da polaridade, pode se apresentar como má ou como boa dependendo da maneira como a pessoa queira ou não aceitá-la. Por isso São Paulo disse: “Para os puros as coisas são puras e para os impuros todas as coisas são impuras”. Parafraseando podemos dizer assim: Para as pessoas más todas as coisas são más e para as pessoas boas todas as cosias são boas.

A energia e a consciência se apresentam em todos os níveis, dentro e fora das pessoas, e assim em seu mais baixo nível ela pode existir fora da pessoa e, neste caso, é um ser exterior, correspondendo precisamente ao satanás, porem, ao esmo tempo, as polaridades também permanece dentro de cada coisa. É neste nível que algo pode agir como uma coisa má ou como uma coisa boa dependendo, portanto, de quem recebe. Por isso é que naqueles exemplo da bactéria e do antibiótico os extremos estão presentes no antibiótico, tal como em tudo quanto há, mas manifestam-se em função de algo que estiver fora deles.

Na criação houve uma descida no sentido do Bem para o mal, do perfeito para o imperfeito, em toas as coisas e também na consciência que pode se posicionar em qualquer ponto e conforme este ponto as coisas podem se apresentar boas ou más, tudo dependendo do seu posicionamento em relação ao posicionamento

BEM _____________________________________ MAL

____________________________________

LINHA DE CONSCIÊNCIA

Na realidade o entendimento dessa dupla natureza do mal requer uma atenção especial, é precisão examinar em nível racional elevado para que possa ser sentido com clareza o que estamos mostrando.

Agora queremos focalizar um outro ponto que consideramos muito importante e que diz respeito à presença do mal no mundo. Essa terceira condição na realidade é uma conseqüência das duas primeiras proposições estudadas nos dois temas anteriores. Até o momento não temos conhecimento de que este ângulo do problema haja sido até agora mencionado pelos sistemas religiosos clássicos. Acreditamos ser um aspecto inédito e que diz respeito do mal e do Bem no mundo.

Em nossas primeiras palestras ( vide tema 186 ), quando estudamos alguns princípios físicos da natureza, falamos das diversas formas de registro dos acontecimentos no meio onde ele ocorre. Tudo fica gravado quer nas coisas quer fora dela. Os orientais falam do Akasha [1] onde tudo fica registrado, e assim sendo não somente as ações como até mesmo os pensamentos são registrados em sua totalidade. Desta forma os pensamentos negativos, todas as condições satânicas vivenciadas ficam ali como que constituindo um imenso arquivo.

Isto corresponda àquilo que algumas sistemas denominam de Egrégora. Sabe-se que a mente tem facilmente condições de entrar em sintonia com aquele registro e acessar o que lá estiver registrado. Por isso deve-se ter muito cuidado com os próprios pensamentos para que sintonias indesejáveis não sejam estabelecidas. Assim o mal constitui-se um poderosíssimo egrégora, um colossal registro de toda negatividade que já foi vivenciada pela humanidade desde sua origem.

Aquele egrégora, registro akáshico desta forma constitui-se a maior fonte do mal existente e que está disponível para as pessoas, consciente ou inconscientemente acessá-lo. Entrar em sintonia com o registro akáshico do mal é algo muito perigoso por isto concordamos plenamente com Al Ghazali e com Clemente de Alexandria quando falam do perigo em até mesmo se pensar em satanás sem que a pessoa tenha conhecimento do como se guarnecer devidamente.

Os pensamentos devem ser constantemente “policiados” pois mais que as próprias palavras ele é perigoso. A palavra, por exemplo, sem que seja acompanhada do pensamento não acessa o egrégora, mas a mente sim e esta funciona não diretamente pelo comando da palavra, mas sim pelo comando do pensamento.

Vemos nestas três palestras que satanás se apresenta no mundo sob tríplice aspecto; Como força individualizada, como polaridade intrínseca dos seres, e como egrégora. Há indiferenças marcantes entre uma e outra coisa mas como conseqüência não há diferença alguma, o resultados é sempre o mesmo.

Como força individualizada satanás corresponde a um ser, representado sob muitas formas, e símbolos. Algo real, com existência fora do ser humano. Dizem que este não tem um lado satânico em si mesmo, apenas que em determinadas situações podem ser totalmente dominado por ele., em pessoas más, que chegam a fazer pactos com o ser maligno. Neste ponto há uma objeção, ele domina as pessoas mas, e neste caso o que significa uma pessoa má antes de ser influenciada por ele? Baseado nisto os partidários da idéia do subjetivismo do demônio, afirmam que isto prova que algo negativo já preexiste na pessoa. Para o Catolicismo, por exemplo, satanás é um ser objetivo independente do ser humano.

No início do Cristianismo não havia tanto preocupação com o diabo quanto na Idade Média. Mesmo nos primeiros séculos havia uma grande diferença entre a teologia ortodoxa do Ocidente e a do Oriente. Esta dava pouca atenção às doutrinas a respeito de satanás. Os padres bizantinos davam mais ênfase à transcendente unidade de Deus. Todas as coisas, independentemente de parecerem boas ou más, vinham dele. Tudo procedia de Deus e tudo estava destinado a retornar a Ele. Este era um pensamento essencialmente gnóstico ainda presente no ortodoxos oriental.

Em todos os tempos e em todos os lagares, quanto mais místicos e nunitivos fossem os ensinamentos religiosos menos lugar havia neles para a concepção de um ser ativo do mal, que se opunha ao plano divino. Neste sentido temos merecem atenção bem especial os escritos de um monge sírio que viveu no princípio do século VI, e que escrevia sob o nome de Dionísio, o Areopagia. Esses escritos exerceram influencia sobre os teólogos católicos.

Satanás como um ser subjetivo, que corresponde à uma polarização, predominava entre os cristãos gnósticos. Neste caso satanás na realidade seria o reflexo do afastamento que se processou após a criação; em outras palavras seria o pólo oposto de Deus, a manifestação inversa. Onde não há amor há ódio, portanto o afastamento da condição de amor, que é Divina, passa a ser a condição do ódio que é demoníaca. Satanás seria a antítese de Deus. Tendo em si a positividade de Deus a pessoa está afastada da força negativa.

Ilustração do documento original [2]

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  1. Akasha é a sutil e supersensível essência que enche e penetra do o espaço. É a substância primordial que de alguma forma lembra o éter cósmico. Todas as coisas é, por assim dizer, akasha condensado. Todas as formas e idéias do universo vivem nele, ele registra tudo, portanto é onde toda a história do universo, mesmo em seus ínfimos detalhes, estão gravados. Os purânas declaram que o Akasha só tem um atributo o som, que na realidade não é mais que um símbolo decifrado do Logos. ↑

  2. Este é o nome sagrado JESUS em hebraico. É boa norma gravá-lo quando se descrevem coisas negativas, exatamente para impedir a ligação mental da pessoa com o egrégora do mal.

    Gravamos este símbolo com a finalidade de trazer a mente da pessoa de volta caso ela haja sido deslocada para algum nível inferior de consciência, que, por ventura, a pessoa haja estado em sintonia. ↑