Saltar para o texto
Primeira Câmara
Tamanho da letra

O Olho de Horus

Tema 0.079 · Temas Complementares · 2 874 palavras · cerca de 19 min

"A verdade é por vezes simples

Demais para Merecer Crédito "

O SIMBOLISMO DO OLHO

Ilustração do documento original

(O OLHO QUE TUDO VÊ)

F. LEWELD

Ilustração do documento original

Ficou esclarecido em tema anterior que o Cosmos é composto, ou melhor, é preenchido por algo susceptível de vibrar Do que se originou e se origina a primeira manifestação de todas as criações, quer sejam matéria ou energia. Tudo no Universo é aquele "algo susceptível de vibrar" cuja natureza é desconhecida, mas que os antigos já suspeitavam da sua existência e consideravam como sendo uma das polaridades da própria Consciência Cósmica.

Tudo quanto existe é essencialmente resultante de diferentes níveis vibratórios daquela essência e como tudo o que existe provém do Poder Superior, como afirmam todas as religiões e filosofias místicas, evidentemente se pode considerar aquela essência vibrátil como fazendo parte da própria essência divina, por isto os egípcios diziam ser ela a parte feminina de RA (Deus) e a denominavam MA.

Para melhor podermos estudar este tema, delimitemos uma parte do Universo. Quando pretendemos isolar algo para estudo, por exemplo, um evento ou coisa, primeiramente devemos delimitar aquilo que pretendemos analisar. Cerquemos, pois, de alguma forma, aquilo que vamos analisar. Delimitemos uma parte ou todo o Universo com tudo aquilo que nele existe. Como o Universo se estende em todos os sentidos, a melhor maneira de representá-lo numa figura plana é com um círculo. Essa é a razão pela qual todas as ciências esotéricas têm no círculo a representação do universo (do infinito imanifesto). Por que se diz "universo imanifesto?” - Suponhamos uma época (se é que houve tal época) em que coisa alguma existia, nenhuma forma de energia e nenhum tipo de matéria, antes da creação, portanto. Isto equivale a dizer que foi daquele meio susceptível de vibrar que chamamos MA é que as coisas surgiram.

Pensemos um pouco sobre o que existia no Universo antes daquela essência básica MA, apta a entrar em vibração. Já que a essência estava numa situação de repouso nada existia porque, para existir algo se faz necessária modificação de vibração da essência. Ela existia, é verdade, mas é como se não existisse porque existia em fase um e algo não tem existência como realidade quando está em fase um. Naquela época apenas o meio essencial vibrátil MA. Naquele oceano de MA nada havia, pois qualquer coisa que existisse seria o resultado da atuação de um elemento ativo sobre o meio (elemento passivo).

Antes da creação o que existia pode ser representado por um círculo vazio, porque embora estando repleto de MA (e esta não se manifesta de nenhuma forma se não entrar em oscilação) não se manifestava de alguma forma e assim é como se estivesse vazio.

Essas idéias metafísicas quanto à origem das coisas é muito antiga, como podemos ver por textos velhos textos, como o abaixo citado, extraído do "LIVRO SECRETO DE ENOCH" e que consta de uma “Bíblia Apócrifa" Publicada pelo Pontificium Institutum Biblicum - Imprimi Potest Romae, dia 8 maii 1951. Ass. Ernestus Voght S.J. - Rector Pontificii Instituti Biblici. Nesta obra vamos encontrar: Livro de Enoch XXIV 2 “Henoc tudo que tu viste, portanto que EU criei do nada e do invisível, feito visível... pois que antes que as coisas visíveis existissem, Eu andava só no invisível...”.

No Capítulo XXV: 2 - “Eu ordenei que nas alturas um visível derivasse do invisível. E descendeu o imenso ADOEL. Eu o considerei e eis em seu corpo uma grande luz e que de ti se torne visível uma coisa limitada... saiu da luz uma grande EON manifestando toda creação que eu havia resolvido criar" (O grifo é nosso).

Este texto é de um diálogo entre Creador e Haenoch e seria totalmente ininteligível se não ti­véssemos a compreensão daquilo que foi abordado no tema anterior. O texto pertence a um dos livros de Henoch. Por não ser aceito oficialmente pela Igreja Católica é considerado apócrifo, mas mesmo assim existe esta obra nos arquivos do Vaticano conforme foi publicado e refe­rido acima.

Aceito ou não a autenticidade do livro como sendo de Henoch, seja qual for a origem do livro, quem o redigiu há milênios conhecia a maneira como se deu a creação. A linguagem aparentemente é muito difícil, mas ante os conhecimentos revelados neste tema tudo fica muito simples de ser entendido.

“... DO NADA INVISÍVEL.... EU ORDENEI QUE UM VISÍVEL DERIVASSE DO INVISÍVEL”...

Disto se tira a seguinte conclusão: Havia alguma coisa que ele denominou “nada invisível”. Afirmamos que o “Nada Invisível” corresponde exatamente à idéia de MA.

Ordenou que o "visível" derivasse do "invisível", isto é, derivasse daquilo que era imanifesto, e surgissem todas as coisas manifestas. A Mente Cósmica ainda "andava só no cosmos". Ela ordenou, isto é, agiu sobre MA fazendo surgir a "GRANDE LUZ" ou seja, a totalidade da energia de todo o nosso universo, simbolizado pela "LUZ" da qual como diz o texto, manifestou-se toda a CREAÇÃO.

Para que algo modifique seu padrão de vibração é necessária à atuação de um elemento impulsionador sobre um meio vibrátil. A consciência Cósmica fez RA atuar sobe a Essência Cósmica MA fazendo-a vibrar e ai surgiu o primeiro algo.Isto foi o ponto de partida, a atuação de RA (consciência cósmica) sobre MA (Essência Cósmica) determinando o início da Creação, um ponto inicial de alguma coisa dentro de MA.

Esta situação pode ser graficamente representada por um ponto dentro de um círculo. O círculo representa, pois, a delimitação do fenômeno (o limite do evento) e o ponto, o foco primeiro de creação. Essa idéia combina perfeitamente com a teoria mais aceita atualmente pela astronomia a respeito da cosmogênese. A hipótese atualmente mais aceita pela ciência para explicar a gênese das coisas do universo diz que a origem o mundo teve origem a partir de uma explosão inicial, entre 15 e 20 bilhões de anos passados. A explosão de alo inespacial e que era a somatória de tudo o que atualmente constitui as coisas. Matéria e energia reunidas em um grande “átomo” – Ovo cósmico – que a partir de um certo momento explodiu e os fragmentos daquela explosão (evidenciada pelo afastamento das galáxias uma das outras = expansão do Universo) gerou tudo quanto há. Na medida em que os fragmentos foram esfriando foram se originando os elementos químicos primordiais.

Eis como o astrônomo Ronaldo Rogério de Freitas Mourão do Observatório Nacional, descreve a grande explosão na obra: Universo - “As Inteligências Extraterrenas, página 139. Livraria Francisco Alves Editora S.A. - Rio de Janeiro 1980): “No instante zero”, O Universo deveria ter sido um ponto, ou seja, em linguagem matemática, uma singularidade. Alguns milionésimos de segundo depois, o universo era uma esfera contendo exclusivamente uma mistura de fótons e nêutrons”.

Sabemos que do "nada absoluto" nenhuma coisa poderia ter origem, mas do "nada relativo” sim. Por não ser algo detectável por quaisquer meios, aquilo pode ser considerado um “nada” para a consciência humana, um “nada” relativo para a consciência subjetiva e objectiva dos seres, mas não para a Consciência Absoluta.

Portanto podemos representar aquela situação por um círculo com um ponto no centro. O que lembra esta figura? Entre outras coisas lembra uma íris com a pupila no centro, isto é, lem­bra a parte central de um olho. Por isso os sábios do passado desejando simbolizar a Consciência universal usaram um ponto dentro de um círculo, elegeram a figura de um olho.

Ilustração do documento original

FIG. 1

Esta representação simbólica diz realmente que a creação se processou no inicio de tudo (se é que houve esse tipo de início) e se processa ainda. Ora, a creação, como diziam os iniciados egípcios, originou-se do Supremo Ser pela atuação de um elemento ativo RA sobre um passivo MA. Portanto qualquer que seja o tempo considerado tudo resulta da interação desses dois elementos.

Como RA e MA são partes do Cosmos, são princípios do próprio Poder Superior, e como eles fazem parte de tudo, logo Deus também está presente em toda parte, em todas as coisas. Deus é, portanto: Consciente, Onipotente, Onipresente e Eterno. Assim Ele é como um "OLHO” a vigiar todas as coisas em todos os lugares e em todas as épocas.

Para representar a percepção das coisas o olho evidentemente serve bem como símbolo. Algo que está em toda parte está vendo tudo e assim sendo, para a representação simbólica dessa situação, o olho é bem significativo e preciso (As pálpebras e os cílios não têm sentido especial que saibamos a não ser o de complementação da imagem simbólica).

Os iniciados das correntes autênticas, conhecedores do segredo da origem das coisas, atribuem dois sentidos que se complementam ao "olho simbólico". Um deles, o mais superficial, indica a presença de Deus em todos os pontos do Cosmos. O “olho" do Supremo a vigiar todas as atividades das suas criaturas. Esta representação simbólica nos conscientiza de que sempre estamos sob a mira da justiça das leis cósmicas por quem somos “vigiados”; de que podemos fugir de tudo menos da presença de Deus – Consciência – portanto todos os nossos atos devem ser ciosamente pesados e medidos, pois Ele está em nós e em volta de nós, no mínimo como consciência. O outro sentido mais profundo e mais secreto diz respeito à creação perene. Como qualquer coisa é sempre o resultado da ação recíproca dos dois princípios cósmicos RA e MA, então se pode dizer que o "olho" é o símbolo da consciência do próprio Poder Superior.

O relativo não pode entender totalmente o absoluto, portanto ainda não podemos entender o Supremo Ser infinitamente grandioso, mas podemos sentir a Sua manifestação na natureza inteira. Já que não é possível dar-Lhe forma, pois Ele não a tem, ao menos podemos usar um símbolo para representá-Lo, um símbolo que diga algo de Sua natureza.

Sabemos que algumas destas revelações são difíceis de serem entendidas, mas se houver algum esforço, se este tema for lido e meditado algumas vezes, qualquer pessoa as compreenderá perfeitamente.

Quantos ensinamentos o "olho" nos traz! Quantas páginas já escrevemos para dizer coisas que um simples símbolo pode perfeitamente expressar! O neófito pode começar a entender para que servem os símbolos. Eles servem exatamente para transmitir sem palavras os grandes ensinamentos velados. Quaisquer dos símbolos esotéricos têm sempre vários significados, uns mais elementares e outros mais elevados.

Sentimos que é pouco quando se dizer: o "olho" representa a visão divina que tudo percebe. Isto é certo, mas podemos ir mais longe na interpretação da mensagem simbólica e descobrir outras revelações.

Muitas vezes o olho se encontra dentro de um triângulo. Isto indica que a creação é trina, que ela se processa dentro das leis do triângulo, e que a Consciência Divina está presente em toda ela.

Algumas doutrinas substituem o olho pela letra G (1ª letra da palavra GOD = Deus) com idêntico sentido. Esta representação é mais limitativa, pois esta é a 1ª letra do nome Deus só em alguns idiomas.

Na Cabala podemos encontrar dentro do triângulo a letra hebraica IOD. Os cabalistas dizem o seguinte da letra IOD: Há uma letra principiante e universal, geradora de todas as outras, o iod que representa o princípio absoluto, o ente produtor. Portanto o "iod" indica o princípio de tudo, logo representa o Criador. Neste sentido o IOD equivale ao olho, embora seja mais limitado o seu sentido simbólico.

Muitas vezes vamos encontrar, em vez de uma, três letras "iod". Nesta representação simbólica os três "iod" dentro de um triângulo equivale ao olho. Uma das letras representa o primeiro princípio básico RA, o segundo representa MA e o terceiro aquilo que resulta da ação dos dois princípios, portanto representa a Creação.

Ilustração do documento original

O OLHO DE HORUS

(TRANSCRITO DO SITE: SYMBOLSITE.COM)

O Antigo Símbolo Egípcio "Olho de Horus" ou Wedjat (Um Todo) é um poderoso Símbolo de proteção, é também usado para adquirir Sabedoria, Saúde e Prosperidade. Horus foi um dos mais importantes Deuses Egípcios, um Deus-Sol representado como um falcão ou com a cabeça de falcão cujo olho direito era o Sol e o esquerdo a lua. Ele era o filho de Osíris (Deus do sub-mundo) e sua Mãe era Isis (A Deusa Mãe). Após o assassinato de Osíris pelo seu próprio irmão, o maligno Set (Deus da Noite - Cabeça de Chacal), Horus lutou com Set para vingar a morte de seu Pai, venceu a luta, mas perdeu um olho no processo, que alem disso foi despedaçado. O Olho foi reconstituído por Thoth o qual também adicionou um pouco de Magicka para criar uma parte que estava perdida, esta parte correspondia a 1/64 do Olho.

Ilustração do documento original

O Símbolo é considerado um poderoso amuleto. O Olho foi pintado em Barcos e outros objetos que precisavam da proteção Divina. Jóias copiando o Olho eram colocadas juntamente com os mortos e também eram pintados nos sarcófagos. O Símbolo originalmente pertenceu a Maat, Deusa da Verdade. Como Olho regenerado de Horus, ele foi utilizado para assegurar boa saúde.

Ilustração do documento original

Contido no topo de uma pirâmide é uma variação popularizada pela Maçonaria. Este Símbolo aparece no "Grande Selo dos Estados Unidos" e na Nota de Um Dólar, evidência da Maçonaria na Formação da nação.

Depois de 1200 a.C., o Olho de Horus também foi usado como sistema fracionário.

O Olho de Horus tem um significado bastante específico, ele é representado como uma figura formada por 6 partes. Estas 6 partes correspondem aos 6 sentidos: Tato, Paladar, Audição, Olfato, Visão e Pensamento.

A Construção do Olho segue Leis muito precisas. Os Sentidos são ordenados de acordo com a importância que os Egípcios atribuíam a cada um deles, de acordo com a quantidade de energia envolvida no processo de cada sensação.

No antigo sistema de medidas Egípcio, o Olho de Horus representa um Sistema de quantificação fracional. Uma medida inteira é igual a um Heqat, ou seja, Um Olho = a Um Heqat, e cada parte do Olho é uma fração de Heqat.

1/64 Heqat = 0,015625 = Tato = Ilustração do documento original Ilustração do documento original

Esta parte do olho representa galho plantado no solo, onde, este contato entre a planta e a terra, representa o sentido do tato ou toque.

1/32 Heqat = 0,03125 = Paladar = Ilustração do documento original Ilustração do documento original

Esta parte do olhe representa o germinar representa o alimento que colocamos em nossa boca, sendo assim representa o sentido do paladar.

1/16 Heqat = 0,0625 = Audição = Ilustração do documento original Ilustração do documento original

Esta parte do Olho representa o Ouvido. A figura aponta para a parte da face onde esta o ouvido; também lembra o formato de uma corneta.

1/8 Heqat = 0,125 =Pensamento = Ilustração do documento original Ilustração do documento original

Esta parte do olho representa o pensamento. Quase sempre as sobrancelhas reagem e expressam nossos pensamentos.

1/4 Heqat = 0,25 = Visão = Ilustração do documento original Ilustração do documento original

Esta parte do Símbolo é a pupila do Olho e obviamente representa o sentido da visão.

1/2 Heqat = 0,5 = Olfato = Ilustração do documento original Ilustração do documento original

Esta parte do Símbolo aponta para o nariz e também parece com o nariz. Representa o sentido do olfato.

Se somarmos ( 0,015625 + 0,03125 + 0,0625 + 0,125 + 0,25 + 0,5 ) teremos = 0,984375 que para o inteiro falta 0,0156250 que é igual a 1/64 e que é justamente a parte perdida do olho reconstituída Magickamente por Thoth, e que representa o Sétimo sentido.

No Sistema Egípcio também existe uma medida chamada "ro" e por definição 320 ro = 1 Heqat. O Símbolo para "ro" é a "boca", Novamente uma associação a um órgão de "entrada de energia".

O Olho na simbologia sempre ligado à luz e à "capacidade espiritual de ver", ao mesmo tempo segundo concepção antiga não apenas órgão receptor, mas também emissor de "raios de força" e Símbolo da capacidade de expressão espiritual. Seres malignos ou aqueles com grandes poderes mágicos possuiriam olhos, cujo olhar petrifica ou torna indefeso. Na mitologia grega este era o caso da Medusa (Górgonas), morta por Perseu com o auxílio de um espelho. A pretensa irradiação do "olhar maligno" foi o motivo para a creação de inúmeros amuletos. Em muitas culturas o Sol é concebido como olho onividente, ou é simbolizado por um olho. Na iconografia cristã, o olho rodeado por raios de Sol ou dentro do triângulo com o vértice para cima é um símbolo bastante conhecido da onipresença divina, da trindade.

Também os coros de anjos mais elevados (querubim, Serafim) possuem olhos em suas asas, como sinal de sua sabedoria penetrante. Na Simbologia Maçônica, o "olho onividente" no triângulo e na coroa de raios, corresponde ao símbolo da trindade acima mencionado, é colocado em muitas lojas sobre a cadeira do mestre e deve lembrar a sabedoria que penetra em todos os mistérios e na vigilância do Criador, do "grande construtor de todos os mundos"; por vezes também é chamado de "olho da providência".

Sonhos com olhos têm a ver com o ato da apreensão da existência, do estar-aí... Não são raras em sonhos doenças nos olhos, elas naturalmente têm a ver com a capacidade de visão psíquica complexamente limitada, com a incapacidade de ver a vida corretamente nessa situação... Discute-se muito a respeito da origem da representação simbólica de um terceiro olho na arte Hindu e Lamaica, que é indicado como sinal da força de visão sobrenatural e da iluminação.

Ilustração do documento original

O Olho Onividente de Deus. - Gravura - Ano 1647 d.C. - A Frase em Latim Nusquam Tenebrae quer dizer nenhum lugar é obscuro.

Ilustração do documento original

Três ídolos oculares - Alabastro - Ano 3200 a.C.