A Luta contra a Tradição
" A natureza humana é sempre a mesma não importando o clima sob o qual ela floresce " José laércio do egito, frc.
Gandhi

Nos dois milênios da era atual, sem qualquer dúvida o sistema através do qual a conjura atuou mais eficientemente foi o Catolicismo. Contudo, por outro lado, os propugnadores do saber agiram nas sombras e em muitas ocasiões tentaram e, subrepticiamente, orientaram vários movimentos mais ou menos importantes, além de inúmeras pequenas organizações secretas, para perenemente reestruturarem os conhecimentos adulterados. Assim é que vamos citar alguns daqueles movimentos especialmente fazendo ver que realmente algum poder existia apor detrás deles para que a conjura se voltasse com toda insânia contra eles.
ISLAMISMO:
Até o Século IV da era atual o mundo árabe estava completamente dividido em várias tribos e com centenas de crenças politeístas. De 570 até 632 da Era Cristã viveu MAOMÉ que conseguiu estabelecer a união daquele povo em torno de uma só religião monoteista e que guarda muitos traços em comum com as religiões Judaico-Cristãs.
MAOMÉ disse que os princípios do ISLAMISMO lhes foram dado por revelação do Anjo Gabriel.
Nessa religião Adão é considerado apenas como um dos profetas. O Islamismo aceita quase todos os Patriarcas da Bíblia, tais como Abrão ( Ibraim ), Salomão ( Suleimã ), e vários outros incluindo Jesus que é considerado pelos Islamitas o mais perfeito entre todos os profetas.
Salomão, no Islamismo, ocupa o lugar do mais sábio de todos os profetas, o mais importante de todos por isto é que, entre as doutrinas elr é o que mais incorporou conhecimentos secretos inerentes ao Templo de Jerusalém.
Assim como aconteceu com o Cristianismo, também o Islamismo tinha duplo aspecto: Exotérico e Esotérico.
Queremos salientar que o Islamismo, mesmo tendo base comum com o Cristianismo e aceitando quase todos os Patriarcas e Profetas bíblicos, mesmo assim considera os cristãos como sendo Infiéis.
É sabido que os Islamitas moveram uma perseguição implacável contra os cristãos. Aquela perseguição não se prende a razões políticas apenas, como afirmam os historiadores clássicos. O motivo real de tal atitude diz respeito a algo mais profundo e oculto do conhecimento apenas dos iniciados do passado.
Quando o Islamismo começou a se difundir após o século VII o Cristianismo esotérico já havia sido completamente banido pela conjura, existindo apenas o seu caráter exotérico. Todo o manancial de saber do conhecimento evidentemente os Cristãos os haviam perdido e num certo sentido podemos afirmar que pouco havia até mesmo da doutrina de JESUS no catolicismo controlado e moldado pela conjura. Tudo havia sido feito para o desaparecimento da maior parte dos conhecimentos antigos, tudo estava modificado, alterado inexoravelmente. Existia apenas uma imagem esmaecida da grandeza intrínseca primitiva.
Por tal razão os Islamitas, herdeiros da sabedoria de Salomão, constatando que os cristãos não mais detinham conhecimentos místicos autênticos, e mesmo se afastado dos ensinamentos primitivos deixados por JESUS, passaram a considerá-los infiéis e mesmo traidores da grande causa.
Os dois grandes poderes ocultos, também chamados de Governantes Invisíveis (Obscurantistas e Iniciáticos ), faziam através dos séculos os seus jogos políticos. O surgimento do Cristianismo seria uma vitória para os não obscurantistas, mas, jogando nas sombras, a conjura inverteu os resultados.
Claro que o lado contrário à conjura promoveu o surgimento de sistemas de reação à situação reinante, e assim, entre muitos outros movimentos, na realidade inspirou o nascimento do Islamismo, especialmente visando tirar aquelas inúmeras tribos árabes dos laços no lado negativo, do politeísmo e da magia negra. Assim sendo o Anjo Gabriel que inspirou MAOMÉ e que mesmo socialmente houvesse sido uma pessoa simples, ainda assim pertencia[1] à Bendita e Divina Ordem de MELQUISEDEC e à Grande Fraternidade Branca (Oposta à conjura ) teve como missão unir aquele povo em torno da idéia de um só e único DEUS que recebeu o nome de ALAH.
Na realidade não demorou muito, o Islamismo começou também a ser atingido pela a ação do poder oculto da conjura que introduziu determinadas modificações levando os seguidores de MAOMÉ a uma fragmentação doutrinária que terminou constituindo diversas seitas, entre as quais: Sufis, Xiitas, Sunitas, etc.
Entre aquelas seitas queremos salientar o Sufismo, pois foi ele quem passou a representar o mais autêntico misticismo islâmico e que incorporou muito dos conhecimentos do Cristianismo Esotérico primitivo, assim como de outras religiões orientais tais como o Bramanismo, o Budismo e outras metafisicamente elevadas.
Na realidade foi o Sufismo o herdeiro da sabedoria de Salomão, após o esfacelamento do Cristianismo esotérico primitivo e dos ensinos deixados por Apolônio de Tiana. As demais seitas são menos importantes para o nosso trabalho, pois são o resultado de divisões políticas do Islamismo e que realmente não foram depositárias dos conhecimentos ocultos antigos que constituem aquilo que é conhecido pela denominação de TRADIÇÃO.
Graças exatamente ao Sufismo muitas verdades históricas foram preservadas até os nossos dias, pois foram nas comunidades Sufis onde foram guardados os conhecimentos antigos. Em grande parte o Sufismo foi o guardião da Tradição Esotérica.
O Islamismo em sua rápida expansão chegou a dominar grande parte da África, todo o Oriente Médio, penetrou na Índia e também na Europa aonde chegou a se tornar muito importante na Península Ibérica e ali governar por quase quatro séculos. Durante aquele período houve lutas continuas entre Cristãos e os Mulçumanos adeptos de Maomé que ocupavam então os" lugares santos " ( bíblicos ).
A conjura reagiu tanto se infiltrando no Islamismo – provocando a divisão em seitas – como visando destruí-lo de dentro para fora, como antes fizera com o Cristianismo. Já havendo dominado quase completamente o Catolicismo a conjura através deste moveu campanhas ( cruzadas ) para desnutri o Islamismo, ou o que seria melhor assumi-lo e dirigi-lo como já houvera sido feito antes com o Cristianismo.
DERVIXISMO
Trata-se de um sistema mistico-religioso existente no Oriente Médio e que também, entre outros sistemas, coube guardar parte dos ensinamentos da Tradição ( conhecimentos antigos), especialmente no que diz respeito aos Poderes dos Sons e a Magia do Ritmo.
Entre os diversos sistemas conservadores da Tradição existe aquele utilizado pelos Dervixes e que consiste em se chegar ao êxtase ( acesso ao conhecimento ) através do ritmo, ou seja, através de uma espécie de dança. Os Dervixes ritualisticamente rodopiam obedecendo a certo ritmo que progressivamente é acelerado até um momento em que ocorre uma expansão da mente com percepções extrasensoriais e conseqüentemente acesso ao conhecimento e ao poder.
Tudo em nós e em torno de nós é vibração e toda vibração determina ressonâncias, ou seja, quando uma determinada frequência é emitida outras vibrações se fazem presentes. Se uma nota num piano é percutir algumas outras ressoam também em que hajam as devidas cordas sido perceptivas. Assim sendo a música faz a pessoa vibrar e isso se manifesta como uma tendência à dança. É muito difícil, ou mesmo quase impossível, que uma pessoa totalmente impassível à música no que diz respeito a expressões corporais. Uma música num grau menor faz alguma parte do corpo se mexer em harmonia com a musica, mesmo que seja apenas um dedo, ou o corpo todo, chegando à dança. Isto é natural, faz parte da natureza, mas a força negativa entrou e aproveitou-se disso, e através das expressões corporais determinadas pela música leva a pessoa ao erotismo e coisas negativas resultantes. Por um lado existem ritmos, expressões corporais e danças que elevam a mente tal como existem também as que a rebaixam.
O ritmo, a dança, portanto, pode ser ritualístico positiva podendo conduzir a pessoa a um estado de expansão positiva da consciência, e é isto exatamente o que fazem os Dervixes.
CELTISMO:
Os Celtas habitaram onde hoje existe a Itália, a França, a Inglaterra e a Irlanda. Segundo a história oficial eles viveram entre os anos 2.000 AC até 200 da era atual, muito embora, com certeza eles foram muito mais antigos. Na realidade originariamente não tinham esse nome no período em que emigraram da Atlântida há cerca de 12.000 anos passados. Oficialmente isso é difícil de ser comprovado porque seja qual for realmente à origem dos Celtas todas as provas foram apagadas quase que por completo. Houve um poder que tudo fez para destruir os manuscritos, os objetos, e todos os demais traços da verdadeira cultura celta. Aquele poder destruiu a quase totalidade das referências oficiais sobre os Celtas, deixando apenas as citações de que ele foi um povo bárbaro, pouco evoluindo, e quase sem importância histórica alguma. Na verdade por dois milênios os monumentos e documentos ligados à civilização celta foram destruídos implacavelmente.
Não há dúvidas de que os Celtas foram altamente desenvolvidos e que, com certeza, tinham muitas características comuns com os Maias.
Tudo o que aconteceu com referência aos Celtas na realidade foi da ação destrutiva da conjura em sua luta contra a Tradição, pois ela não podia admitir existência de provas de que na realidade existiu um imenso cabedal de conhecimentos, e muito menos que existiu um continente chamado Atlântida, fonte de um cabedal enorme de conhecimentos lá existente, fonte de toda a problemática que constituiu o papel do obscurantismo no ciclos atual de civilização.
Os Celtas tinham muitos conhecimentos trazidos da Atlântida, especialmente aqueles que dizem respeito à manipulação das forças da natureza.
DRUIDISMO:
Não é fácil se separar a Cultura Céltica da Druídica pelo tanto de semelhanças que existiram entre as duas. Os Druidas habitaram no Oeste da Europa, especialmente na Bretanha.
A conjura agiu contra os Druidas da mesma forma como fez com os Celtas. Houve uma completa alteração da verdade histórica a respeito deles. Os Druidas também foram catalogados de hereges e houve uma completa alteração da verdade histórica referente a eles. Também foram catalogados pela ciência como um povo ligado à uma seita bárbara e cruel, porém a verdade é bem diferente. Invocamos as palavras de Pitágoras que disse: Os Druidas eram mais sábios do Mundo [....].
Não é difícil se entender o porquê do Catolicismo haver "satanizado" os Druidas, se tanto os Celtas quanto os Druidas tinham uma religião monoteista, ao contrário das maiores religiões de então que eram politeístas. Assim, mais do que estas aquelas estavam bem mais próximas do Cristianismo.
O que sabiam os Druidas? - Foram eles os construtores das obras megalíticas como aquelas fantásticas conhecidas por Stonhengue? Onde aprenderam eles a trabalhar facilmente a pedra, tais como faziam os egípcios, os Incas, os Maias e outros povos? - Como conseguiam efetuar o transporte do enormes blocos de pedra? - Que técnicas usavam para trabalhar aquele tipo de material? - Que significado tinha aquelas construções?
Uma campanha de desmoralização e de descrédito contra os Druidas e Celtas em geral se fez ativa por vários séculos e que culminou com a ação final promovida pela malfadada inquisição dirigida contra uma outra religião derivada do Celtismo, a WICCA.
FEITIÇARIA:
Não nos aprofundaremos muito neste tema porque já temos uma outra palestra feita especialmente sobre o assunto. Feitiçaria é um vocábulo derivado exatamente da língua Celta, da palavra WICCA, de onde derivou a palavra inglesa WICCA. Na verdade na língua céptica a palavra WICCA não corresponde ao sentido que hoje se dá à palavra "feitiçaria".
Como já dissemos anteriormente a WICCA também é conhecida pelo nome de "Antiga Religião" e a sua origem perde-se na noite do tempo, desde as primitivas culturas da Europa Ocidental e Setentrional. Era um culto que primitivamente não visava fazer mal a quem quer que fosse e jamais usaram quaisquer dos processos da feitiçaria atual, que mais vale receber o nome de demonismo, ou satanismo. A Feitiçaria primitiva visava somente controlar forças da natureza por meio de processos psíquicos visando uma vida melhor, com melhores colheita e mais abundância. A Feitiçaria como muitos pensam não era uma prática maléfica e sim um culto à fecundidade e às forças geradoras da produtividade. No máximo pode-se dizer ser ela uma religião panteísta, mas jamais demoníaca. Mesmo o sentido de panteísmo deve ser revisto porque a Feitiçaria só admitia uma divindade que era a DEUSA MÃE. Esta jamais era representada por qualquer forma, era mais uma FORÇA do que um SER, em outras palavras, representava a MÃE NATUREZA DIVINA.
Analisando-se a WICCA vamos encontrar nela uma grande parcela da fenomenologia parapsicológica atual. Tudo indica que todos os conhecimentos de parapsicologia que os cultores da WICCA cultivam foram herdados de fonte não europeia.
Quando o catolicismo dominou a Europa moveu uma terrível campanha contra aquele culto, catalogou-o como sendo um culto maléfico, atribuiu-lhe um caráter demoníaco, e imputou às sacerdotisas o título de bruxas pelo que grande número delas foi queimada vivas, condenadas pela todo poderosa inquisição.
O que sabia aquela religião para despertar tanta perseguições contra ela? - O que faziam as feiticeiras a ponto do catolicismo, dominado pela conjura, sentir-se ameaçado por elas? - Qual a razão de haverem apagado todas as informações referentes à WICCA?
Indireto herdeiro dos conhecimentos da Atlântida a WICCA sabia como operar com as leis da natureza para a obtenção de condições atmosféricas e telúricas, para se protegerem psiquicamente. Tinham conhecimento das leis da natureza para se protegerem com "escudos psíquicos" o que dificultava sobremodo a influência das inspirações do poder negativo; do como trabalhar e usar a energia sutil em benefício próprio e assim não se deixando à mercê dos " seres dos palácios da impureza".
Claro que tais conhecimentos se contrapunham aos propósitos do "terceiro interesse" porque tudo aquilo que é capaz de causar-lhes dificuldades para o desenvolvimento espiritual das pessoas evidentemente não lhe interessa, e cultores daquela religião sabiam se proteger bem. Assim sendo, aqueles seres não podendo facilmente atuar a nível psíquico diretamente sobre aquelas pessoas procuram destruí-las através da ação direta da conjura a nível material.
ESCOLA PITAGÓRICA: ( Sociedade Secreta dos Matemáticos )
Como já estudamos na palestra " O Obscurantismo", Pitágoras instituiu um sistema de ensino em Crótona na Itália, uma réplica das Escolas de Mistérios no Egito onde ele houvera disso iniciado.
Após a destruição oficial da Escola de Crotona criada por Pitágoras o movimento continuou a existir Europa por séculos sob forma de sociedades secretas. Também seus adeptos foram perseguidos pelo Catolicismo Clerical de forma implacável, exatamente porque os ensinamentos que difundiam entre os seus membros eram matérias interditada pela conjura.
Os ensinamentos eram ligados à geometria, às formas, à magia dos números e das formas, os poderes da música, à natureza matemática do universo e coisas assim. Pitágoras dizia: Deus geometriza, querendo dizer que tudo no universo obedece a relações geométricas e que tudo sobre a criação e a natureza do universo pode ser representado por números, ou até mesmo se dizer que estão contidos nos números.
Isto de forma alguma poderia ser tolerado pela conjura, portanto se fez preciso para ela a eliminação do conhecimento. A conjura entrou, minou por dentro, deixou apenas os conhecimentos de alguns teoremas e proposições matemáticas, todo o lado místico foi eliminado e neste sentido Pitágoras foi desacreditado.
ORDEM DO GRAAL:
A ordem do Graal é mais uma das instituições contra à qual a conjura dirigiu seus ataques diretos até conseguir a sua eliminação publica, e há uma razão tremendamente forte para que ela agisse assim.
Sobre esta ordem existem muitas lendas e mitos, mas como por detrás de lendas e mitos sempre existe uma base de verdade, neste caso também ela está presente.
Não são poucos os mitos sobre a Corte do Rei Arthur e dos Cavaleiros da Távola Redonda, do mago Merlin, de Morgana e de tantos outros heróis lendários. Evidentemente a verdadeira história é um tanto diferente de tudo o que tem sido escrito a respeito da Távola Redonda. Ela existiu realmente, assim como a maioria das figuras míticas à ela relacionadas. Na realidade era uma organização que detinha muitos conhecimentos oriundos da Tradição, mas ela não foi imune à ação do poder negativo que nela se infiltrou e depois a destruiu.
Sabe-se que aquela ordem foi fundamental na história da Inglaterra e ainda pode ser considerada como o fator de união entre os ingleses.
A Ordem do Graal tem base no Celtismo, ou seja, o PENDRARGON.
Ainda hoje podem ser encontrados muitos objetos sagrados pertencentes outrora ao Graal e que trazem a marca de SÃO JOSÉ DE ARIMATHEA.
Os adeptos do Graal tinham inegáveis poderes ocultos oriundos da Tradição e por certo aqueles conhecimentos muito antigos foram herdados dos Celtas. Os dirigentes tinham conhecimento de algo que de forma alguma a Igreja Católica poderia admitir, relacionados com Maria Madalena.
Consta que durante a grande peste que assolou Londres no Século XIV as casas arderam como uma espécie de fogo fátuo que não queimava, mas que era suficiente para deter a peste que assolava. Tudo indica que foi a ação do Protetor através da Ordem do Graal.
É do conhecimento geral que a Ordem do Santo Graal é detentora de uma jóia valiosíssima de poderes incríveis. Trata-se de uma taça que, segundo o mito, nela foi recolhido sangue de JESUS durante a crucificação. Se bem que isto não seja exatamente assim, a jóia existe embora o que é dito a seu respeito tenha apenas um sentido simbólico.
A Ordem do Graal ainda funciona na atualidade e sua sede é num mosteiro do país de Gales, mas em quase todos os países existem usurpadores do nome daquele Sublime Ordem. Como muitas ordens autênticas ela não se anuncia através de anúncios ou de livros.

Notas
Muitas pessoas dizem pertencer a ordens de tal magnitude, mas normalmente os que dizem não pertencem e os que pertencem não dizem, muitas vezes pertencem e não sabem. ↑
