O Reino Celestial
A ÚNICA MANEIRA QUE O HOMEM POSSUI
PARA SENTIR O MUNDO DOS ARCANJOS
É A PRATICA FIEL DO AMOR PURO.

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Na palestra anterior dissemos que as classificações dos Arcanjos ainda não têm sido clara e até mesmo cada doutrina classifica-os segundo ângulos de visão próprios. Por isso é que alguns sistemas falam de 7 Arcanjos, outras de 8, outras de 9 e outros chegam mesmo a citar um número bem mais elevado.
Os hebreus da antigüidade descreviam apenas quatro Arcanjos mas citavam a existência de quatro outros cujos nomes não eram revelados. Alguns cabalistas diziam que estes quatro correspondiam aos 4 grandes gênios da moral que ainda não haviam manifestado a sua Luz.
Os quatro Arcanjos cujos nome a Bíblia não revela são conhecidos pelos cabalistas atuais por nomes tradicionais, mas que não são os mesmos atribuídos pelos diferentes autores. A respeito diz Eliphas Levy: “... e assim deve ser, pois seus nomes verdadeiros não devem se estabelecidos ou revelados senão quando o mundo tiver a inteligência para entender os seus mistérios...”
A classificação que tem mais praticidade, ao nosso ver, estabelece o número de l4 Arcanjos distribuídos assim: 7 correspondem a coluna Hokhmah ( Fogo ) e 7 homólogos correspondem à coluna Binah. ( Aliás as doutrinas que adotam esse sistema na verdade falam de 8 pois incluem como um deles METATRON.

Há algumas dificuldades de entendimento das pessoas quanto ao que representa METATRON pois há os que o descrevem como o próprio Deus e os que o descrevem apenas como um elo entre Este os Arcanjos. Vejamos o que mais seriamente é ensinado sobre METATRON.
METATRON:
Embora não fazendo parte da Árvore da Vida o seu poder se manifesta através de Kether de Beriah, reside em Kether de Beriah desde que representa o mais elevado Ser criado. Seria o Arcanjo mais elevado do Reino Celestial, residindo no mais elevado dos sete céus. Rei de todos os Anjos intitulado de Príncipe do Rosto Divino ( por ser ele o que diretamente fita a face de Deus ) ou Príncipe das Faces. É também chamado de Malakh da Presença e algumas vez de Yahveh menor.
Declara a Tradição que essa “Ígnea Criatura” da cabeça da Criação esteve um dia na terra como Enoque, que significa “ iniciado” , aquele que não provou a morte e foi levado diretamente para o céu.
METATRON pode ser considerado a Inteligência do Primeiro Sephirah. ( O mesmo que o titulo da Divindade “Sheddai” ) . Todo-Poderoso Soberano do Mundo de Beriah.
Diz a Tradição que Ele é o Ser Criado que ocupa o TRONO da Corte Celestial. É o mais elevado poder da abundância. Pode aparecer como um pilar de fogo, a coluna de Fogo que se apresentou a Moisés no Monte Sinai e de Quem este recebeu os Mandamentos.
Na descrição de muitos cabalistas há algo confuso no que diz respeito à posição de METATRON. Alguns cabalistas colocam-no como o mais elevado Ser Criado, mas como criação Ele deveria integrar a “Árvore Sephirótica do Universo”, aquela representativa dos seres criados, o que não acontece. Segundo outros a sua localização está numa outra “Árvore”, a do Reino Celestial.
Segundo essa classificação haveriam 7 Arcanjos acima de cada uma das duas colunas perfazendo um total de l4 Arcanjos.. Em outras palavras, cada coluna da Árvore da Vida estaria sob a égide de 7 Arcanjos.
Os Arcanjos sabem tudo o que vem acontecer no mundo, vêem tudo tal como uma pessoa que estivesse sobre uma alta montanha veria as ocorrências nas terras baixas. Eles não apenas podem observar os eventos mas também modifica-los segundo o plano divino.
Há muitos milênios é citado a existência da Corte Celestial e isto tem sido criticado por muitos que não conseguem aceitar que no plano cósmico exista uma cópia de um sistema organizacional terreno. Na realidade não é fácil se compreender isto partindo-se desta forma de pensar, mas TORNA-SE fácil se acreditar a partir do momento em que se admite ser este sistema de organização não terreno mas sim celestial.
Diz a Tradição Antiga que o sistema de administração através de uma corte não é oriundo da terra e sim do céu e que tal nada mais é do que uma aplicação do esquema mediante o qual foi moldado a criação, e graficamente representado pela “Árvore da Vida”. Assim sendo não é que o Reino Celestial seja copia o reino terreno, mas exatamente o inverso. Não é o céu que copia a terra e sim a terra que copia o céu. O modelo de administração hierárquica da terra não teve origem nela.
Na realidade o universo é regido por leis, por princípios imutáveis, mas acima da lei sempre existe uma inteligência diretora que a criou e que é capaz de modifica-la e é exatamente essa inteligência que se distribui hierarquicamente constituindo a Corte Celestial.
Agora, um ponto que se deve ter em mente é que uma corte terrenal é uma tênue imitação da verdadeira Corte Celestial, pois é impossível se aplicar no plano material qualquer coisa de uma forma exatamente igual como ela se manifesta no plano celestial. “Como é em cima é também em baixo” , mas isto se verifica segundo o nível de cada plano.
universo é uma câmara de eco, tudo ressoa em todos os planos porém de uma maneira própria inerente à cada plano. Nos planos inferiores as coisas são muito complexas, mais limitadas em potencial e menos perfeitas, mesmo que retratem evidências do que existe nos níveis mais elevados. Assim sendo não devemos esperar encontrar no plano superior, trono, coroa, cetros, mantos físicos, súditos corpóreos, alguma entidade com forma física sentada num trono, tendo à sua esquerda ou direita entidades propostas, habitando um palácio e governando territórios como se fosse um reino da terra.
O Reino Celestial é o universo como um todo, quer a nível material quer a nível imaterial; o Trono Celestial é o ponto que inclui tudo quanto há; a coroa não é aquela estrutura densa que os reis usam sobre a cabeça para simbolizar o conhecimento, a sabedoria, mas sim o próprio conhecimento, a própria sabedoria. O cetro não é um bastão material que simboliza o poder mas sim o próprio poder.
Rei não é uma pessoa, nem mesmo um espírito, com forma definida ocupando um lugar físico, mas sim a expressão máxima da Consciência existindo num ponto indefinido e ilimitado; O governo não é uma administração pessoal, um conjunto de ministérios ocupados por individualidades e sim manifestações em desdobramentos da Consciência. Os súditos e hierarquias são consciências manifestadas sob as mais diversas formas constituindo o Domínio que é o tudo em que se manifesta a Consciência Universal.
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