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A Realidade das Iniciações

Tema 0.465 · Temas Complementares · 1 523 palavras · cerca de 10 min

“ Os elementais nos recarrëgam energeticamente e fornecem o combustível de que necessitamos para continuar vivos ”. 1 9 9 6

Ted Andrews

Faz parte do psiquismo humano tentar negar, ou mesmo destruir, tudo aquilo que lhe inspira temor, e sempre o desconhecido inspira temor. Isto é o que justifica a negativa, da quase totalidade das pessoas negar a existência dos elementais. Por eles não serem percebidos objetivamente a nível do mundo denso as pessoas sentem-se inseguras, por se julgarem-se incapazes de conviver com algo que não pode pegar e ver objetivamente.

Poucas pessoas têm naturalmente a capacidade de perceber o mundo astral, portanto os elementais, expressões de consciência que compõem esse plano parecem-lhes como se fossem seres sobrenaturais, fantasmagóricos, e como tais elas os temem. Não podendo destrui-los as pessoas optam pela outra maneira de fuga que é a negação.

São freqüentes os equívocos cometidos no que diz respeito à conceituação, Força da Natureza, Espíritos da Natureza, e Elementais Natureza.

Via de regra rotulam tudo, ou como Espíritos da Natureza, ou como Elementais, mas esse equivoco deve ser esclarecido desde que existem diferenças.

Primeiramente vamos esclarecer o que significa força da natureza. Trata-se apenas da energia inerente à um dos cinco reinos. Assim, por exemplo, temos a força da natureza do Elemento Terra, do Elemento Água, do Elemento Ar, do Elemento Fogo e do Elemento Éter. Quando a pessoa se refere à força inerente à água, ela está se referindo a força da água, falando da energia que compõe a água; quando se fala da terra está se falando apenas da energia inerente à terra de uma forma indistinta.

Por outro lado, Espíritos da Natureza, têm um sentido diferente, dizem respeito às individualizações que compões os Elementos. Os Espíritos[1] da Natureza da Terra, por exemplo, dizem respeito às diversas individualizações existentes no elemento terra, e que podem ser átomos, moléculas, e estruturas bem mais complexas. Na realidade a diferença entre Força da Natureza e Espirito da Natureza reside apenas no que diz respeito à quantidade de energia, força diz respeito ao todo energético do elemento, enquanto espirito são unidades individualizadas capazes de expressar consciência.

termo elemental refere-se, não ao lado energético apenas, mas às unidades constitutivas do elemento juntamente com , as individualizações.

Para melhor esclarecer vamos usar um exemplo: A pessoa humana ( corpo + consciência) corresponderia ao elemental homem; cujo corpo físico corresponderia ao espirito da natureza humana; cuja matéria de que é constituído o seu corpo corresponderia ao elemento terra ( minerais = matéria ).

Como estudaremos em futuros temas, Devas, Anjos, Arcanjos diferem de elemental apenas quanto a níveis de atuação, quanto ao grau de consciência e de discernimento, ao plano que é peculiar à cada um dentro da seqüência sétupla. Um Devas, por exemplo, corresponderia a um elemental se existisse num plano mais superior.

Como vimos os elementais são a essência das coisas , operam pela destruição quanto pela violência ( ciclone, , tempestade, ventania, inundação, etc.) Tratam-se de poderes cegos, controlados pelos construtores, os Devas. Estes sim, trabalham pela força de evolução, tendo como resultado um trabalho construtivo que faz com que em conjunto a natureza evolua gradualmente.

À cada momento no universo as formas configuram-se e desfazem-se sem cessar graças exatamente às forças e construtivas e destrutivas, e disto resultam os perigos inerentes à invocação dos elementais, se a pessoa não estiver bem consciente do que pretende com eles.

Cada pessoa é formada pela matéria dos quatro elementos, assim ela pode ter predominância em proporcionalidade de um ou de outro dos elementos e isto é o que faz com que ele seja mais afim ou menos afim com determinados elementais. Uma pessoa que tem medo de água por certo não é esse o seu elemento básico, e por certo tem dificuldade maior em contactar os elementais da água do que os de outros elementos.

Cada um dos órgãos dos sentidos está diretamente associado a u

m dos elementos, por exemplo, o ouvido ao ar, o tato a terra, etc.

Os quatro elementos e mais um ( Akasha [2] ) são a substancia com a qual operam os elementais. Na Índia os elementos são denominados de PRITHIVI, da terra; APAS, da água; TEJAs do fogo; e VAYU, do ar ( = Tattwas ).

AKASHA - Primeiro Elemento:

VAYU - Segundo Elemento: AR - Órgão da Audição - Som - Dispersão -

Contração - Dilatação

Palavra Mantra: PAM.

TEJAS - Terceiro Elemento: FOGO - Órgão da Visão - Clarividência - Sede,

Sono.

Palavra Mantra: RAM.

APAS - Quarto Elemento: ÁGUA - Fluidos Orgânicos ( saliva, suor, urina etc.)

Palavra Mantra: VAM.

PRITHIVI - Quinto Elemento: TERRA - Pele, músculos, Olfato. - Coesão.

Palavra Mantra: LAM.

Nestas palestras embora não tenhamos descrito passo a passo o como invocar um elemental ou mesmo um processo de iniciação de uma forma um tanto velada dissemos mais que suficiente para que a pessoa sincera, por si mesma, possa atingir essa meta.

Alguém mais sético por certo dirá: Tudo isso que está descrito nada mais é do que ficção ou, quando muito, fruto de um estado mental auto-induzido. Neste caso as inchações do nivel que estamos estudando não existiriam fora da pessoa e sim apenas como um estado mental, uma condição interior, um estado psíquico, apenas.

Queremos, entretanto, esclarecer que na realidade uma iniciação desse gênero não corresponde palavra por palavra, sentimento por sentimento, vivência por vivência, tal como descrevemos; pois na realidade estas condições mudam de uma para outra pessoa. Mas, em linhas gerais é assim, pois as diferenças que ocorrem entre as descrições existentes variam apenas em detalhes que na realidade atendem exatamente à necessidade pessoal de cada iniciando; até mesmo porque no que diz respeito as formas e outros detalhes ocorrem estruturações baseadas nos arquétipos existentes na mente.

Uma harmonização com um plano diferente do plano material, especialmente em se tratando de um ritual iniciatório quando ele está sendo analisado desde o plano da matéria densa, faz parecer algo um tanto abstrato, tal como a reciproca é verdadeira, quando a pessoa está vivenciando um estado mental num plano não denso o que se parece distante, efêmero, e até mesmo duvidoso, é o plano material. Uma pessoa sonhando, para ela o que tem realidade é o sonho, na maioria das vezes ela nem sequer tem consciência de que existe o mudo denso. Em casos especiais em que a pessoa está sonhando e ao mesmo tempo sabendo que se trata de um sonho a coisa ainda é mais interessante, pois a realidade para ela é o mundo onírico ( mundo do sonho ), o que ela vivencia é o sonho enquanto o mundo denso se lhe parece algo distante, tanto ou quanto irreal e ilusório.

Ao invés de se discutir se as vivências de uma iniciação psíquica são ou não ilusões deve-se ter em conta que o que mais interessa na realidade é que através da iniciação, ou de outros processos mentais a pessoa toma conhecimento de sons, de rituais, de palavras, mantras, e alguns outros meios através dos quais passa a ter certos poderes, certas capacidades sobre a natureza para tornar a vida um tanto mais simples. Só isto vale para justificar o processo e não indagar se ele ocorre fora ou dentro da própria pessoa, o que importa para a pessoa é que existindo ou não fora dela os resultados vêem-se na prática, como algo que se faz sentir tanto dentro quanto fora dela.

Na realidade se me indagassem se a iniciação é um processo intrínseco ou extrínseco não poderia dar uma resposta nem afirmativa e nem negativa, desde que existe uma condição que teria que ser levada em consideração. Se toda a criação em um nivel bem elevado é um ponto matemático, algo atemporal e inespacial, consequentemente não cabe esse tipo de indagação. Tudo está no infinito, quer aquilo que chamamos intrínseco, quer aquilo que chamamos extrínseco e no infinito, por certo, não cabe o sentido fora e dentro, pois uma das qualidades de infinito é não ter fora nem dentro. Claro que, o entendimento disto requer mais que a razão lógica, é algo que somente se pode perceber pela matemática ou pelo sentimento.

É importante que se chegue à conclusão, pelo menos de que as iniciações sejam uma até mesmo uma realidade relativa, pois que vivemos num mundo de relatividade. Assim sendo o que deve nos interessar devem ser relativos aos resultados neste nível e não no nivel do absoluto.

Para o perfeito entendimento do que temos afirmado nestes parágrafos é significativo que a pessoa procure compreender os Princípios de Hermes, especialmente o PRINCIPIO HERMÉTICO DO MENTALISMO, que diz que tudo é mente e todo o mais é MAYA ( ilusão).

Entenda-o aquela que puder entender...

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Notas

  1. Estamos definindo “espirito” segundo a notação Rosa-Cruz. Segundo os Rosa-Cruzes espírito é a energia (energia de espírito ) vivificante enquanto “alma “ ( personalidade alma ) diz respeito à individualidade incorpórea. Aquilo que as outras doutrinas denominam de “espirito” os Rosa-Cruzes denominam de Personalidade Alma. ↑

  2. Este é o primeiro Tattwa e se refere à essência primeira não diferenciada da substancia futura, um dos níveis superiores da água. ↑