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Hierarquias que Governam a Creação

Tema 0.445 · Temas Complementares · 1 685 palavras · cerca de 11 min

“ Os elementais nos recarregam energeticamente e fornecem o combustível de que necessitamos para continuar vivos na terra”. Devas

HIERARQUIAS QUE GOVERNAM A CRIAÇÃO

Ilustração do documento original

Nesta palestra veremos o que ensina a Tradição Antiga a respeito das forças de manifestação da Consciência na natureza. É dito que a Consciência Cósmica manifesta-se através de doze hierarquias criadoras que, por sua vez, estão ligadas a múltiplos grupos de expressões de vida em todos os estágios de desenvolvimento.

Para que se conheça bem a obra da criação é mister se ter um tanto de conhecimentos básicos sobre as doze hierarquias [1] e quando as estudamos vemos à cada instante referências aos Sete Raios e aos sete planetas e as sete linhagens. Para que se possa ter uma idéia sucinta do que significam as hierarquias e o papel que elas exercem no processo da criação é preciso um bom índice de conhecimentos a respeito dos Seres Angelicais, dos Devas ( Elementais Superiores ).

Inicialmente queremos enfatizar que a consciência manifesta-se na criação perfazendo um sistema constituído por 12 hierarquias.

De uma forma lata podemos dizer que as hierarquias são os múltiplos grupos de vida espalhados em todo o universo, em todos os estágios de desenvolvimento e crescimento [2]. Estudar as Hierarquias é conhecer um tanto sobre a natureza da vida no universo e as qualidades de cada uma delas.

Numa palestra anterior dissemos que no universo existem 12 focos de força irradiantes, relacionados com as 12 horas e com 12 constelações [3], base da astrologia – Mistérios do Número Doze.

As hierarquias na realidade são doze classes de consciências individualizadas e vale frisar que a nona, décima e décima primeira detêm a chave da natureza de Agni.

Na décima segunda reina o Grande Mistério da Vida.[4]

Os Devas (sobre os que nos reportaremos muitas vezes nessa fase de nossos estudos ) pertencem à sétima., enquanto a terceira é a dos seres humanos e elementais.

Das doze hierarquias a mais alta de todas, aquela que reflete o mais elevado nível de clareza de consciência, a própria Consciência Cósmica Manifesta, é a que expressa o Grande Sol Espiritual Central, ou seja a do Fogo Criador manifesto nas três hierarquias de Agni. Segue-se a dos Seres Celestiais ( Serafins, Querubins, Arcanjos e Anjos ); a dos Devas[5], a dos Espíritos Puros[6]; a dos espíritos em desenvolvimento; e a dos seres da natureza.

Os Elementais e Gênios não constituem hierarquias, pois eles não têm consciência individualizada, desde que, essencialmente, apenas são forças da natureza que podem ser dirigidas por qualquer um ser pertencente à uma das Hierarquias. As hierarquias são constituídas por consciências com individualidade não necessariamente humanas.

Um Devas, por exemplo, quando trabalha com o elemento água é denominado genericamente de Devas da água, quando trabalha com o fogo é um Devas do Fogo, etc. Algumas vezes recebem denominações especificas que são apenas subtítulos. Um ser humano que age através do elemento fogo recebe, por exemplo, o nome de guardião da chama, ou um outro equivalente.

Nas iniciações que descrevemos, quando nos reportamos ao Gênio do Fogo, na realidade estávamos nos referindo ao Devas que se manifesta através do elemento fogo. O fogo em si é apenas a manifestação de um aspecto da Força da Natureza, enquanto que a consciência, que na realidade é o elemento ativo, é inerente à cada uma das hierarquias.

Quando nas iniciações o iniciando se defronta com gênio do fogo, por exemplo, a consciência em manifestação não é do fogo e sim de um dos seres de uma das hierarquias, pois que um elemental é quem expressa em parte a consciência de algum ser pertencente à hierarquia que o governa. Em outras palavras, por exemplo, acima de um elemental existe um Devas, acima de um Devas existe um Arcanjo, etc. Qualquer força é sempre “residência” pelo menos de um Devas e de um Elemental.

Queremos salientar que todo aquele que tenha anseios de conhecer as manifestações da consciência no universo deve se empenhar em estudar as hierarquias no que diz respeito às suas naturezas, seus níveis de consciência e de atuação, modos de ser e de agir, etc., pois é através dessas hierarquias que Deus exerce o comando comanda de todo o universo em nível de consciência.

Todas as coisas existentes, exceto o fogo, pertencem ao lado esquerdo (coluna de Binah) da “Árvore da Vida”. Por sua vez o fogo pertence ao lado direito e age sobre as múltiplas formas de manifestação. Ele não se decompõe, apenas diminui o nível vibratório. Inicialmente o fogo projeta-se em sete raios (sete cores ) que são as fontes de transformação de tudo quanto há.

A Força Criadora vem do alto através da coluna fogo. Não é possível à uma forma de existência com base na coluna da esquerda ter o poder de criação, somente o de diversificação, o da separação, da dispersão. O poder transformador, criador, unificador é apanágio da coluna da direita, exatamente a do fogo. Mas, mesmo que a natureza da pessoa ainda esteja na coluna do lado esquerdo, nos planos inferiores, é possível tudo enxergar pela coluna da direita. Pelo fogo tudo pode ser percebido e transformado.

Como dissemos antes, a Força Criadora atua através de doze hierarquias criadoras no sistema evolutivo, que por sua vez dividem-se em Sete Ordens (quatro e três) contendo doze subordens representadas pelos doze signos do zodíaco e no sentido vital, em sete linhagens.

Cada Hierarquia fornece a essência que age na manutenção de sete reinos da natureza e é por isso há sete classes de Devas ( anjos ), sete classes de diferentes níveis de consciência, como veremos em temas seguintes..

Na realidade o que poucas pessoas sabem é que dentro da criação a maior parte de tudo quanto há transcende ao conhecimento da ciência e da maioria dos homens. Quando se fala de universo muitas pessoas pensam em estrelas, planetas, matéria, água e tudo o que se detecta sensorial e instrumentalmente, mas tudo isso representa apenas uma fração mínima do que existe. Na realidade sabe-se muito pouco sobre os diversos planos do universo e até mesmo se existe ou não algum outro universo além desse que vivenciamos parcialmente. Por essa razão a maioria das pessoas duvidam da existência de outras formas de consciência fora deste plano de existência.

Pelo que temos dito em algumas palestras é fácil se perceber que o mundo astral abriga uma quantidade imensa de formas, de seres, muito além das existentes no mundo denso, pois tudo quanto existe neste mundo tem a sua própria réplica no astral, e concomitantemente existe também um imenso número de seres que são próprios do mundo astral. Existem ali incontáveis legiões de Elementais, e Espíritos da natureza distribuídos em cinco classes principais, que são: elementares do fogo, do ar, da água e da terra, além de mais três elementais ligados a três outros elementos que ainda não estudamos.

Foi na Idade Média que os ocultistas deram nomes aos elementais, foi quando surgiram os nomes de salamandras, silfos, ondinas e gnomos, para os grupos de elementais ligados aos quatros elementos físicos da natureza.

É por meio do comando de consciência dos seres das diferentes hierarquias sobre os elementais que a energia divinas opera nos diversos meios.

À frente de cada uma das divisões existe um ser de consciência bem clara, de natureza elevada, um Devas, elevada inteligência do grupo que dirige e administra os elementos da sua classe. São eles que põem em movimento toda a natureza. Um Devas do Fogo comanda a energia deste elemento em todas os seus aspectos e assim por diante.

Diz Michel Coquet : “ A Grande Hierarquia dos Poderes Criadores divide-se em sete ordens esotéricas ( quatro + três ) , contida em doze grandes subordens simbolizadas pelos doze signos zodiacais e subdivididas em inumeráveis grupos de seres divinos, espirituais, semi-espiriituais ou etéreos”.

Cada uma das Hierarquias fornece a essência, isto é, veicula a consciência. Assim cada uma delas é considerada construtora de um dos sete reinos da natureza.[7]

A entidade suprema do fogo é denominado Agni, que muitos denomina-o de Deus do Fogo. Trata-se de uma forma de existência de elevadíssimo nível de consciência que preside as manifestações do fogo em os pontos do Universo e que exerce sua administração por intermédio de legiões de elementais do fogo. Situa-se no Grande Sol Espiritual Central – Abaxas.

Diz Annie W. Bessant a respeito dos Devas dos elementos: “A natureza destes seres sendo bem compreendida, bem como conhecido os métodos que permitem dirigi-los, os pretensos milagres ou trabalhos mágicos, que de tempos em tempos atraem a atenção da imprensa, tornam-se possíveis e perfeitamente compreensíveis”.

Todas essas expressões de consciência existem mas não se pode afirmar ser uma existência real e independente da nossa mente, ou que na realidade sejam apenas formas ordenativas inerente à nossa mente que em essência é UNA. Em todos os sentidos práticos elas existem, e atuam tal como têm sido devidamente estudadas, mas o que se ignora é que essa é uma ação centrípeta ou centrifuga, se são externas à natureza consciência das pessoas ou se são internas, se são ou não projeções da própria mente.

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Notas

  1. Não é o mesmo que as linhagens. Essas são sete. ↑

  2. A vida a qual a ciência biológica se refere diz respeito apenas à uma entre doze hierarquias. ↑

  3. Nisto baseia-se a Astrologia. ↑

  4. A ordenação das Doze Hierarquias ainda não está sistematizada, por isso há diferentes formas de ordenação.

    No referente às 7 linhagens dos Devas ocupam uma delas. ↑

  5. 4 São 7 nos reinos e consequentemente são também 7 as categorias de Devas. ↑

  6. A esta pertencem os seres que atingiram o nível de espíritos puros . Alguns místicos colocam-na como nona hierarquia, por isto esta hierarquia é também denominada de Hierarquia dos Iniciados. Refere-se aos seres que passaram por todas as provas em todos os níveis de todas as iniciações. ↑

  7. No Universo na realidade existem 7 reinos destes a ciência cita basicamente: Mineral, Vegetal e Animal. Mas o misticismo divide o reino anilam em dois, o animal propriamente dito e o Hominal, e mais três reinos que possivelmente estudaremos no futuro. ↑