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A Consciência e a Vida

Tema 0.032 · Temas Complementares · 3 547 palavras · cerca de 24 min

"Para enxergar não é apenas necessário ter olhos ".

Nicola

Ilustração do documento original

Ilustração do documento original

Embora com algumas lacunas, a ciência tem quase que resolvidos alguns parâmetros da “equação da vida” e isto, para as pessoas menos preparadas, faz parecer que tudo está terminando, e que a vida é somente uma cascata de reações bioquímicas. Mas, para um cientista inteligente, uma pessoa versada em filosofia e metafísica que analise os problemas por todos os ângulos possíveis, o enigma da vida biológica continua, mesmo que muitos já haja respostas para os processos bioquímicos básicos, desde o código genético até o ser diferenciado. Mas, mesmo que algumas reações que dizem respeito à genética já sejam bem conhecidas, mesmo assim com certeza ainda não estão esclarecidas as questões da vida, porque o problema está minado de interferências que condicionam muitas incongruências e isto só será devidamente conhecido quando se souber exatamente o que é Consciência.

A ciência afirma que na célula mãe está impressa um código, o código genético, uma espécie de planta arquitetônica biológica, situado numa estrutura em forma de espiral e que é conhecida pelo nome de espiral da vida do ADN. No ADN da célula está contida uma “mensagem” química que orientará as reações do organismo até o total desenvolvimento. Porém esse total desenvolvimento nem sempre se direciona para um final único, desde que podem ocorrer diversos resultados finais, mas todos eles previstos no código genético. Conforme os fatores ambientais podem ocorrer resultados diferentes daqueles esperados.

O código genético é um modelo que encerra várias opções segundo fatores exteriores capazes de intervir durante o desenvolvimento embriológico fazendo com que hora manifestem-se determinadas características e hora outras diferentes. Na realidade a resposta final não envolve somente um resultado. O resultado final vai depender também dos estímulos, o resultado último será decorrente de interações que modificam o padrão básico. Esclarecermos isto com um exemplo. Por exemplo, numa gestação humana deve nascer uma criança com uma só cabeça, mas há casos em que aparece como aberração, uma criança com duas cabeças. Isto indica que alguns fatores intervieram causando aquela deformidade. Isto acontece porque ambos os resultados já estavam gravados geneticamente. Algum fator fez com que fosse “escolhida” uma opção do código – planta genética – e não aquela outra considerada normal e mais comum. O código, portanto, responde de modos diferentes, conforme os estímulos do meio onde a estrutura se desenvolve.

A partir de um modelo, um estímulo pode desencadear o processo evolutivo e iniciar a diferenciação segundo a codificação gênica. A partir de certo ponto da diferenciação celular as reações são mais fáceis de serem compreendidas. Como exemplo: A gravidade estimula no vegetal o crescimento da raiz, assim como a luz estimula o desenvolvimento do caule, etc. Sabe-se da atuação desses fatores, sabe-se da necessidade do padrão genético, da necessidade de estímulos para que o padrão genético se manifeste; mas não é somente o padrão e a diferenciação de estímulos que determinam a estruturação final de um organismo. Vamos resumir e usar uma maneira mais simples para o entendimento do que já dissemos. A ciência sabe que o resultado final das características do ser por existir um esquema químico – espécie de planta arquitetônica que lhe é própria – e a partir do qual o organismo se estrutura. A partir de uma única célula o organismo vai se diferenciando até chegar a uma forma definida. Para muitos cientistas é somente isto, um modelo a partir do qual se estabelece uma sucessão de reações químicas até a formação do ser completo. Neste processo, para a ciência valem somente o código genético e as situações ambientais, ou seja, as plantas, as naturezas dos estímulos e do meio. Por outro lado, para os metafísicos a coisa é diferente, há outro fator a mais a ser tomado em conta e que poderá ser facilmente sentido por qualquer cientista que quiser se aprofundar no assunto.

Nesta palestra visamos mostrar exatamente qual é esse terceiro fator, tomando como base as próprias observações científicas. Tomemos como exemplo aquilo que a ciência chama reprodução por meristema. O que vem a ser reprodução por meristema? - Meristema é um agrupamento de células susceptíveis de originarem todos os tipos de tecidos de um determinado vegetal[1]. São grupos de células capazes de parti-la de elas desenvolver-se um vegetal completo. Aquelas células meristemáticas situam-se em quase todas as partes da planta e delas é que surge o que vulgarmente se chama "olho vegetativo" de onde parte evolui para a formação do broto. Assim, num vegetal, embora existam milhares desses agrupamentos de células capazes de darem origem a uma nova planta, ou a um broto apto para iniciar o desenvolvimento, mesmo assim os "olhos esperam” às vezes um longo tempo como se estivessem totalmente inoperantes, "adormecidos”, e só em determinado momento um, ou alguns deles, iniciarem o processo de crescimento. Ora, se existem milhares de grupos de células (olhos em condições de dar origem a brotos), porque, então, somente em determinado momento, um ou alguns, iniciam o processo evolutivo? - Ora, se existem milhares de “olhos" em condições de dar origem a brotos porque somente uns poucos numa mesma época fazem isso? Por que o estímulo age em sobre uns e não sobre outros. A ciência ainda não encontrou uma resposta ideal para explicar isto. Naquelas células está contida a mensagem por inteiro, o código completo para o desenvolvimento de uma nova planta filha está presente, mas por que, mediante o estímulo, não faz brotar todas ao mesmo tempo? - Sabe-se que há substâncias, que há hormônios, responsáveis pelo estímulo, mas não existe explicação para justificar a maneira seletiva, discriminatória da germinação meristemática. Se for algo de natureza física ou química, a ciência não responde.

A biologia diz que neste processo participam fatores como gravidade, luz, etc. Mas, queremos mostrar que não é a força de gravidade não é, desde que num determinado momento entram em atividade grupos de células situados mais próximos do solo e outros mais longe, deixando intercalados milhares de outros meristemas em repouso. A luz, igualmente não é porque são inúmeros os meristemas expostos à mesma incidência luminosa e mesmo assim uns respondem ao estímulo e vegetam e outros não. Ação de substâncias químicas? - Embora existam substâncias químicas com esse papel mesmo assim meristemas diferentes que estão na presença daquela substância ativadora, mesmo assim só alguns respondem. Existem substâncias que estimulam o brotamento geral, mas não agindo especificamente sobre determinados meristemas apenas. Na verdade é um verdadeiro mistério aquilo que faz entrar em atividade um determinado grupo meristemática e outros não. Tentar explicar o porquê disto o objetivo desse trabalho. Voltemos a nossa análise de um processo vegetativo por meristema. Primeiramente admitamos que normalmente aquelas células meristemáticas entram em atividade formando o olho e o broto; que o broto cresce como um galho até atingir a estrutura ao estado final programado, formando-se um galho. O galho reproduz todo o vegetal, contudo não desenvolve as raízes. Porém depois veremos o que acontece se as mesmas células meristemáticas forem retiradas do vegetal mãe. Alguém pode indagar, isto acontece porque o código genético das células do meristema do olho vegetativo da planta está programado para originar um galho e não uma planta completa com raízes. Mas isto não é verdade como mostram experiências feitas pelo Dr. Georges Morel, em 1964, na Inglaterra, que desenvolveu uma técnica de reprodução vegetativa a partir por meristema.

A experiência consiste em se retirar um “olho” da planta, destacá-lo até atingir o grupo de células meristemáticas e com técnica rigorosa semeá-las em um meio de cultivo adequado. Por este processo cada uma das células semeadas dá origem a novos núcleos de células que novamente são subdividias e semeados desenvolvendo inúmeras plantas. Só sob todos os pontos de vista aquelas plantas são exatamente iguais ao vegetal de onde foi tirado o primeiro meristema. Até aqui nada de sensacional, mas o importante é que se aquelas células meristemáticas estivessem na árvore mãe daria origem a simples galhos, mas quando semeadas por essa técnica elas “sabem” o que devem fazer, isto é, “sabem” que é preciso dar origem a uma planta completa e não apenas a um galho. Por uma reação química qualquer não se explica como isso pode acontecer mesmo admitindo-se que a planta arquitetônica da estrutura está contida na espiral da vida do ADN. Sim, a partir daquela mensagem contida no ADN pode ocorrer uma série de reações até o final programado; mas ali o que os interessa é saber por que, ou como, as células “sabem” se devem seguir desenvolvendo um galho, ou partir do início desenvolvendo todo um vegetal.

O modelo genético constante no código permite reações que originam ambos as coisas ou até mais; os dois resultado já são alternativas possíveis dentro da mensagem codificada; mas a interrogação permanece. Qual das alternativas a ser seguida, o que decide por qual dos dois caminhos o processo deve seguir? Entre duas opções o porquê de decidir por uma delas de forma não aleatória?

Uma reação química se for interrompida e depois reiniciada não volta atrás para recomeçar tudo de novo. No máximo ela prossegue desde o ponto onde foi interrompida, mas na célula a coisa recomeça de novo e muitos pensarão que a idéia de célula embrionária totipotente explica tudo, quando na realidade nada justifica em certos casos. Aquela célula apenas é mais responsiva, isto é, ela responde melhor aos estímulos do que outras, para dar início a uma reparação estrutural, ou para fazer crescer um novo broto, mas isto não explica como ou o que é que determina a escolha do caminho adequado e não um outro; escolher exatamente aquele caminho que se faz necessário conforme o caso e não um outro.

As células, graças ao padrão genético, tendem a levar o ser a um estado final dentro de certas condições. Já vimos que as células na medida em que o processo evolui vão se diferenciando e no final resultam células altamente diferenciadas como as da visão, as do sistema nervoso e muitas outras. A ciência sabe que a célula quanto menos diferenciada ela for mais capacidade ela tem de se reproduzir. Por isto é que os seres inferiores na escala biológica, os menos diferenciados, são os mais capazes de reparar órgãos mutilados, como acontece com as lagartixas, por exemplo, que perdem a cauda e desenvolvem uma a exatamente igual à anterior enquanto que o homem, mais diferenciado, não é detentor desta capacidade quando um órgão, ou uma parte lhe é amputada. Isto faz reforçar a idéia de que a célula quanto mais primitiva, quanto mais indiferenciada biologicamente, mais apta ela é para entrar em atividade e reparar uma lesão. Isto é certo, mas a pergunta continua: como ela "sabe" qual a alternativa a ser seguida mesmo existindo um modelo das alternativas já implícitas no ADN? Desde que o modelo genético não é o único contido no código genético conseqüentemente as células precisam “tomar uma decisão", são elas que têm que escolher precisamente a alternativa a seguir. Isto acontece numa reprodução meristemática, o processo interrompido ao se extrair do vegetal o clone, mas quando o meristema é semeado as células não apenas simplesmente se reproduzem, mas "decidem" em seguir por uma ou por outra das opções vegetativas, se pelo desenvolvimento de uma planta completa ou apenas pela formação de um galho.

Outro exemplo em que vale se pensar a respeito é aquele referente às experiências com planárias (vermes platelmintos). Aqueles seres são muito interessantes porque se tomarmos um deles e o secionarmos pelo meio, a metade que contém a cabeça regenera a extremidade que lhe falta e a extremidade desenvolve uma nova cabeça. Se dividirmos uma planária longitudinalmente, um lado regenerará o outro lado que lhe falta. Sabe-se que o estímulo mecânico ao nível do corte desencadeia o processo de reparação; sabe-se que no ADN presente em cada uma das células da planária há um modelo completo do platelminto inteiro, mas o que não se explica é o como o processo "sabe" o quanto exatamente à parte que deve crescer, mesmo que em cada célula exista o código presente. Por que a parte superior começa a desenvolver logo a parte inferior que lhe falta e não outra cabeça, ou uma planaria completa? Essa regeneração está evidentemente programada, mas se analisarmos veremos que todas as células ao nível do corte são todas idênticas, tanto as da parte superior quando as da parte inferior; mas, mesmo assim elas começam logo a se diferenciar para restaurar exatamente a parte perdida. Como é que aquelas células "sabem" exatamente o quanto está faltando da planária?

O que acabamos de dizer para qualquer químico é fácil à compreensão de que isto não pode acontecer unicamente movido por um desencadear de reações bioquímicas. Aqui a teoria dos estímulos não se aplica adequadamente como justificativa, pois em ambos os segmentos eles são idênticos. Por conter o modelo completo, não se justifica que a planária regenere a parte que falta, mister se faz uma avaliação total do dano para ser determinado o que falta. Acontece como numa casa que fosse demolida parcialmente e que fosse dado ordens para a sua construção a um engenheiro a quem apenas fosse entregue a planta arquitetônica original. Somente tomando consciência da estrutura contida na planta e analisado todo o dano e que ele poderia orientar a reparação necessária. Um arquiteto assim o faz. Para usar a planta corretamente, primeiro ele toma consciência – se dá conta – do dano para poder iniciar tudo a partir do que providencia o necessário conserto segundo a planta.

Uma célula localizada e fixa como pode "saber" o dano causado e reiniciar o processo de restauração com precisão e objetivo definido? Será apenas necessário o estímulo para que as células ao nível da lesão comecem a se reproduzir? - Para desencadeá-lo da reprodução, talvez, o estímulo seja suficiente, porém para orientar o processo certamente ele é inadequado. A simples reprodução celular desencadeada pelo estímulo apenas dará células e mais células. É indispensável uma "consciência diretora" para saber a partir de que ponto o processo deve ser iniciado e todas as etapas intermediárias serem preenchidas. O processo de reações químicas é um processo cego, portanto ele não é seletivo.

Analisemos uma lagartixa quando ela perde parte da cauda. Sabemos que novamente a cauda volta a crescer e volta a ser reproduzido exatamente no quanto foi perdido. Pensemos nas células da região secionada que tem de começar o processo de regeneração, e indaguemos: Embora as células do local possuam o código completo (A planta arquitetônica da lagartixa completa) como é que as células “sabem" quanto falta para ser regenerado? Em resumo, como elas se dão conta daquilo que devem executar mediante a planta arquitetônica do ADN que possuem para a completa restauração?

Um outro exemplo pode ser mencionado e que diz respeito ao comportamento biológico de um ovário. O ovário contém milhares de folículos que se originaram no mesmo tempo e em igualdade de condições. Ao exame histológico todos se mostram perfeitamente aptos a eclodir tão logo se faça sentir um estímulo hormonal adequado. Mesmo assim somente um dos ovários emite um óvulo mensalmente. A ciência sabe a razão pela qual o folículo eclode, sabe que isto corre à custa de um terminado hormônio, mas ela não pode dizer da razão pela qual entre todos os folículos com igual idade, contidos num mesmo ovário, em condições idênticas de viabilidade, inundados no hormônio adequado, mesmo assim somente um deles responde aos estímulos que se faz também presente sobre todos os folículos e os demais não respondem naquela ocasião para responderem numa outra? Acontece como se os folículos "elegessem" aquele que deve responder naquele mês e quais os que devem esperar por uma outra oportunidade.

Apenas sentimos uma coisa, seja como for só um folículo responde, portanto somente um "sabe" que é a vez dele eclodir e não a de outro, e os demais "sabem" que devem aguardar uma outra oportunidade.

Atualmente está em pleno desenvolvimento tecnologia com base em “células tronco”. São células totipotentes, capazes de desenvolver os mais distintos tipos de tecidos, conforme o local em que forem implantadas. Tanto podem desenvolver tecido nervoso, como tecido ósseo, ou mesmo imunológicas. Onde elas são implantadas desenvolvem o tipo de tecido especializado. Como ela “sabe” qual o tipo de tecido a ser desenvolvido? Elas têm o potencial para o desenvolvimento de todos os tecidos do corpo, mas a questão é o como elas sabem qual das alternativas a ser “escolhida”.

No campo da metafísica coisa alguma se pode provar objetivamente, mas uma série de indagações pede respostas à ciência. Para aqueles cujo raciocínio pousou sobre os exemplos citados, acreditamos que, se meditarem sobre esses problemas, cada vez uma maior certeza surgirá: A de que existe um terceiro fator envolvido em todos os processos biológicos, além do código genético do material. Chegam assim ao terceiro elemento, além daqueles dois citados pela ciência que são: O material orgânico e o código genético. Esse terceiro fator os metafísicos chamam de Consciência Celular.

Todo o ser vivo, até mesmo a mais elementar célula, possui uma forma de consciência a qual, por sua vez, deve estar harmonizada com uma outra consciência maior, a individual.

Quando uma lesão ocorre no tecido o fator consciência presente na célula utiliza o código genético como modelo e reinicia a obra interrompida ou danificada, por isto as células “sabem” o momento em que devem continuar ou parar aquilo que foi interrompido. Por isto elas sabem quando devem continuar num processo de reprodução meristemática, quando devem continuar o processo num broto, quando têm que começar tudo de novo ou quando têm que parar. Ocorre assim porque além da planta arquitetônica para a execução da obra, e do material para a reconstrução (= material plástico-energético), há uma tomada de consciência para analisar e comandar.

Deixemos de lado o fato de no crescimento da cauda de uma lagartixa haver diferenciação em vasos, músculos, pele, etc., e meditemos no seguinte: Como as células mais superficiais sabem que o diâmetro da cauda já atingiu o nível previsto e que dali em diante deve ser dado lugar às células responsáveis pela pele. Estamos falando das células musculares já diferenciadas, elas têm consciência do diâmetro, sabem quando devem parar de crescer no sentido longitudinal, afinando sempre, até terminar o processo regenerativo.

Numa camada de células de um setor todos os elementos diferenciados são totalmente iguais aos anteriores e aos do setor seguinte, mas esse setor já é menor do que o precedente e assim sucessivamente até terminar na pontinha da cauda. Não é somente uma questão de diferenciação, nem de reação bioquímica, pois ali temos uma questão de saber de "se já está bom" o crescimento em sentido do diâmetro, isto é, pelo que todos sabem, um processo de consciência.

Finalmente queremos deixar bem claro que não estamos advogando e nem afirmando ser a consciência celular algo como a nossa consciência objetiva. Não, ela é algo diferenciado, é algo que somente aqueles que conhecem a consciência anímica podem sentir. É a interação entre todas as unidades vivas do Universo, é a participação celular no processo da Consciência do Todo.

No homem há duplicidade de manifestação da consciência, a objetiva (cerebral + a subjetiva cerebral) constituindo a consciência reconhecida pela ciência oficial. Mas há uma forma de consciência do espírito que governa as funções autônomas do corpo através de sua estrutura material. Quando estamos dormindo desaparece a consciência objetiva e subjetiva, mas permanece a anímica, a espiritual. É por isto que o organismo continua a funcionar normalmente, a digestão continua a se fazer, a circulação e todas os processos metabólicos permanecem ativos, os pelos crescem e as unhas também, assim como muitas outras funções se fazem sentir, tudo dentro duma condição de perfeita harmonia – manifestação de Netzach.

Vale salientar que todas aquelas funções são muito mais corretas, mais perfeitas e não sujeitas a erros sob todos os pontos de vista. Perfeitas em relação àquelas funções que são exercidas segundo a "vontade". Todos os desvios, todos os problemas gerais com falhas, sempre são decorrentes da participação do intelecto cerebral, ou de erros anteriores que alterarem as condições de normalidade do organismo. As funções vegetativas são perfeitas e seguem sem divergências da diretriz básica. Esta consciência não erra, pois ela é parte integrante da Consciência Universal.

Alguém poderá sugerir que as doenças, os tumores malignos, por exemplo, são oriundos de erros da consciência anímica porque eles não dependem da participação da vontade. Mas isto é um erro de apreciação porque todas aquelas moléstias são frutos de desvios vários, como alimentação inadequada, respiração de ar contaminado e de tantas outras formas de desequilíbrio entre o ser e a natureza, portanto os desvios têm um caráter puramente cerebral.

Eis o triângulo da manifestação perfeita. O código genético sozinho nada faz. Há necessidade da ação dos processos diferenciativos, dos estímulos ambientais, do material plástico - energético, dos estímulos ambientais e em especial de uma forma de consciência para dirigir o processo. O Código genético é algo passivo, não é diferenciação ativa por isto tem que haver uma terceira condição, isto é a necessidade de um censor. Esse censor é a consciência. Somente com a harmonia dos 3 princípios há sucesso. Sem consciência o processo é desordenado e isto Equivale àquilo que ocorre num processo maligno.

Notas

  1. No embrião correspondem às células tronco. ↑