Saltar para o texto
Primeira Câmara
Tamanho da letra

O Quadrado Mágico de Salomão

Tema 0.385 · Temas Complementares · 1 272 palavras · cerca de 8 min

“ O mal não é o cont’raio, é a falta do bem”.

Wilhelm Leibniz

1995

Ilustração do documento original

Ilustração do documento original

Entre as propriedades dos números existe uma que é usada na organização dos chamados Quadrados Mágicos. São figuras compostas com números ou com letras em que a soma dos números inscritos nas casas podem resultar somas, produtos iguais. Dão soma constante independentemente do sentido em que seja efetivada uma soma, por exemplo. A soma deve ser constante quer seja efetuada pelas linhas, pelas colunas, ou pelas diagonais. Pode ser apenas a soma das linhas independentemente das colunas, ou vice-versa, ou das colunas ou das diagonais, mas um quadrado mágico será tanto mais perfeito e poderoso quanto mais elementos ele atenda. Assim um quadrado que mantiver as soma das diagonais, das colunas e da linhas iguais é mais poderoso do que um outro que somente mantenha a contate para as linhas, ou para as colunas.

Existem muitas formas e quadrados mágicos. A tabela 1 mostra um quadrado mágico simples em que se pode ver que de qualquer maneira que seja efetuado a soma dos números o resultado será sempre 21

5

12

4

6

7

8

10

2

9

Tabela 1

Soma linear = 21

Soma vertical = 21

Soma diagonal = 21

Os quadrados mágicos são conhecidos desde a mais remota antigüidade e muito utilizado no ocultismo, pela magia e outros sistemas na preparação de objetos de poder como pentaclos, e mandalas. Tidos pelos matemáticos como simples curiosidades numéricas, contudo eles significam bem mais que isso.

Ao se examinar alguns quadrados mágicos é fácil se admitir que eles podem ter poderes, desde que o que já mostramos e ainda viremos a mostrar quando do estudo dos números e de suas representações geométricas, mostrando que os números transcendem em muito a simples função de contar .

O mesmo acontece com os números, não é preciso raciocínio ativo para que muito das propriedades deles aflorem é suficiente que sejam distribuídos obedecendo determinadas relações. Assim é que funcionam os quadrados mágicos.

Cornelius Agripa, cabalista e numerologista que recebeu diretamente influência do Abade Jean Tritheime, elaborou uma série de 25 quadrados mágicos correspondendo aos 7 planetas e às 9 deidades inferiores e superiores, deidades essas que a magia diz corresponder aos planetas.

Vale observar que se tomarmos uma estruturam, com pesos correspondendo à cada valor das casas, suspensa pelo centro ficará equilíbrio como decorrência da distribuição uniforme dos pesos.

Esse poder é o que faz com que os quadrados mágicos hajam sido muito usados na confecção de yantras e mandalas no oriente e de pentaclos no ocidente.

Já estudamos o bastante para entender que “nome” e “número” são poderes que se encontram delimitados num quadrado mágico. As rigorosas regras de construção dessas figuras mágicas são a garantia, simbólica, de uma eficácia própria do conhecimento oculto.

A manifestação dos números começam com o número 3 por isso o quadrado de base 3 é usado pelos sistemas místicos como símbolo da criação do mundo pois ele é o primeiro “desenvolvimento” possível da Unidade. Um quadrado de base 1 limita-se a si mesmo, se resume a si mesmo 12 = 1.

É impossível se construir um quadrado mágico de base 2. por isto é que também não é possível se construir uma quadrado mágico com os dois primeiros números, por igual razão também não existem polígonos de 1 e de 2 lados. Os polígonos começam a partir de 3 lados ( triângulo). A representação do um é o ponto ( adimensional) e do dois uma linha ( semi-reta ) de união entre dois pontos, pontos estes que na realidade não são dois e sim um aquilo que se chama dois é o próprio UM polarizado.

O mais divulgado quadrado mágico é conhecido como “Quadrado de Salomão” e tem a seguinte forma.

4

9

2

3

5

7

8

1

6

Tabela 2

Este quadrado Mágico foi apresentado pela primeira vez por Apolônio de Tiana, e encontrado em manuscritos árabes do século XI, entre estes o Al Ghazadi e Kitab al Mawazm d Djabir b Hoyân. O quadrado mágico de Salomão tem sido freqüentemente usado em muitos tipos de pentaclos utilizado com instrumento mágico para facilitar a parturição. Para tal ele é desenhado sobre um pedaço de tecido novo e colocado sob os pés da parturiente.

O quadrado mágico de Salomão contem em si relações que dizem respeito à própria criação, por isso vale ser feito um estudo um pouco mais detalhado.

Não temos experiência pessoa para afirmar se esse quadrado mágico funciona eficazmente na parturição mas podemos dizer que ele é a síntese da ordem da criação. Talvez, o estar ligado à criação, ao nascimento do universo, o nascimento ao nível do macrocosmos, seja a causa da sua indicação na parturição, ou seja no nascimento de um a pessoa, ou mesmo ao nascimento de qualquer coisa ao nível do microcosmo. Haveria uma generalização de uso deste quadrado mágico e isto não contraria as leis do universo, e sim seria uma manifestação do Princípio da Correspondência. “Assim como é embaixo é em cima”; tudo quanto há quer seja abstrato quer concreto tem correspondência nos diferentes níveis da natureza. Assim algo que tenha poder no plano cósmico, algo que encerre os mistérios da criação no plano cósmico, faça-o também no plano mais limitado, como seja, no nascimento de um corpo físico.

Ilustração do documento original

Fig. 1

Salomão quando da construção do Templo de Jerusalém trouxe belos ensinamentos; um deles foi sobre a Criação do Universo. Mostrou que da unidade partiu a criação sucessiva segundo valores específicos e direcionamentos precisos. Ensinou que o universo não se expandiu aleatoriamente e sim mediante orientações e valores precisos.

Diz a Tradição deixada por Salomão: A Unidade criou e dividiu o mundo pelo seu próprio movimento.

O ponto de partida da criação define o Centro ( 0 ), de onde ele passa para o Norte (1), daí para o Sudoeste ( 2 ), e sucessivamente para o Leste ( 3 ), para o Sudeste ( 4 ) repassando pelo Centro ( 5 ) seguindo para Noroeste ( 6 ), para Oeste ( 7 ) para Nordeste ( 8 ) e para o Sul ( 9 ), de onde retorna ao seu ponto de origem ( 10 ).

Existe uma expressão bem usada e que poucos sabem o seu significado oculto. Falam do alfa e do ômega da criação, duas letras gregas respectivamente a primeira e a derradeira daquele alfabeto. Quando são usados letras em vez de algarismos é costume usarem-se letras gregas e assim sendo o (a), a letra alfa, indica o ponto de início dessa trajetória expressa no quadrado mágico de Salomão e o (O) assinala o ponto de chegada, portanto o inicio e o fim de tudo.

Como se vê o universo foi criado seguindo 9 orientações básicas, por isso são apenas 9 os pontos básicos de orientação ( incluindo o centro ) possíveis. O 10 é (O) ômega, o fim que ao mesmo tempo é o início ( a ). Isto tem a ver precisamente com o sistema decimal de numeração; são apenas 9 os números possíveis dentro do contexto macrocosmo/microcosmo, eles são apenas 7 e não 9 porque 1,2,3 =1. Dos 7 três referem-se ao microcosmo e quatro ao macrocosmos. São sete os aspectos de Deus.

O ponto de partida (0) imanifesto, nove pontos de manifestação, novamente o zero explícito no (1) Zero de partida e zero de chegada.

No universo coisa alguma foge à essa regra, após 9 etapas o retorno à origem. O nove como vemos oportunamente representa a vida manifesta no ser humano. O ser humano (9) a seguir o retorno à origem... ( 0 )

********************