Saltar para o texto
Primeira Câmara
Tamanho da letra

Importância dos Princípios Herméticos

Tema 0.863 · Temas Complementares · 938 palavras · cerca de 6 min

“A virtude não consiste na indigência, muito menos na opulência, mas na simplicidade da vida ”. Assim como é encima é embaixo.

Do Caminho Óctuplo — Buda

Ilustração do documento original

O que está expresso nesta declaração faz parte dos chamados Princípios Herméticos - Princípio da Correspondência – têm sido à base dos ensinamentos de Thoth e aceito como verdade fundamental das mentes conscientes.

Nesta afirmativa Thoth indica que o mundo objetivo é apenas um espelho do céu, ou seja, que os padrões existentes no mundo inferior são reproduções dos padrões do mundo superior, existindo, portanto uma conexão íntima entre o divino e as formas exteriores que constituem o mundo imanente.

O imenso cabedal de ensinamentos de Thoth, em parte, é descrito numa obra conhecida pelo nome de Corpus Hermeticum.

No Corpus Hermeticum ensinamentos cosmológicos são apresentados sob a forma de diálogos entre Hermes - Thoth - e várias outras deidades egípcias, inclusive Ísis. Estudiosos mostram que se trata de um texto verdadeiramente original.

O conteúdo da mencionada em sua maior parte é composto pelo que Thoth escreveu sobre a polaridade do universo definindo-o em termos de treva e luz, de mal e bem, e assim por diante. Ele faz ver a polaridade do mundo imanente e não no sentido de dualismo cósmico. Isto está bem claro quando diz “... semelhante e dessemelhante são uma coisa só...”, significa exatamente o principio da polaridade.

Pelos ensinamentos de Thoth foram estabelecidas as bases que constituem os ensinos das várias organizações de estudos herméticos no que dizem respeito à visão do mundo.

Realmente a visão universal hermética tem muito em comum com a filosofia de Platão.

Indubitavelmente para os antigos egípcios Thoth era “a personificação da Mente de Deus, o Mestre Supremo de Sabedoria. Essencialmente a religião dele era a Religião da Luz. Como Luz era o Pai da Religião de Iluminação (os Mistérios da Luz e de um Nascimento divino), assim era Vida, o cônjuge dele, a Mãe da Religião de Alegria” (TGH).

Nem todos os estudiosos, mesmo muitos que integram grupos de estudos direcionados já chegaram à conclusão de que os Princípios Herméticos não são apenas simples condições inerentes ao universo, ainda não se dão conta de que na realidade eles constituem a própria base de tudo quanto há.

Certamente a “Árvore da Vida” da Cabala representa a planta arquitetônica de tudo quanto há no mundo da Imanência, o seu “modus faciendi” enquanto que os Princípios Herméticos podem ser considerados como o “modus operandi”, ou seja, a manifestação da Lei.

Isto que estamos falando indica que os Princípios Herméticos manifestam-se segundo um modelo que é representado esquematicamente pela “Árvore da Vida” e não segundo um padrão aleatório. A arvore é o modelo de organização do caos cuja distribuição ordena-se mediante desdobramentos da Lei manifestada consoante aos princípios Herméticos.

Podemos considerar que em tese todos os princípios resumem-se em um só desde que eles estão intimamente relacionados entre si sendo difícil estabelecer o limite onde termina um e tem início o outro, pois geralmente eles interpenetram-se. Naturalmente não poderia ser diferente desde que apenas existe UM.

Inicialmente ao estudar os 7 Princípios Herméticos o discípulo não percebe o quanto eles significam, ao nível de conhecimentos que eles encerram. Não podemos afirmar o percentual exato, mas acreditamos que 99% de tudo quando se percebe no mundo imanente são manifestações ligadas ao Principio da Vibração. “Nada está parado, tudo se move, tudo vibra” - O Cabailion.

Obviamente a vibração é à base de todo o universo imanente, de toda creação. Na verdade somente as manifestações daquilo que temos em algumas palestras de “Faces do Poder Superior” é que não vibra, ainda assim aqueles que conseguem penetrar no entendimento sobre o 9º Princípio, correspondente à “Nona Hora” mencionada no Nuctemeron de Apolônio de Tiana

É pela vibração que a absoluta unidade de Deus manifesta-se na imensa variedade dos mundos. – Huberto Rhoden.

O limite das percepções faz com que a mente aceite a existência de princípios independentes quando na realidade só existe UM.

Leis e mais leis são mencionadas pela ciência, mas todas se resumem em uma só.

Indubitavelmente vivemos na terra imerso num oceano de vibrações que nos cercam por todos os lados, e isto tem grande significação em decorrência da ressonância vibratória. Quando estudamos algumas peculiaridades das vibrações no temas iniciais falamos que nunca um som mantém-se isolado. Qualquer som gera outro som.

Mesmo que apenas uma corda de um piano seja percutida não ocorre apenas à nota correspondente isoladamente, pois inúmeras outras cordas vibram em uníssono mesmo sem que hajam sido percutidas.

Isto que estamos falando não diz respeito somente a uma nota musical, mas a tudo quanto existe. Uma vibração qualquer ressoa num incalculável número de coisas existentes, e quando nos referimos a coisas estão incluídos também os seres vivos em geral e o humano em particular.

Temos que considerar que somos seres intera gentes com todo o Universo desde que estamos sujeitos às leis que regem o movimento vibratório. Se nossa constituição física é material e matéria nada mais é do que manifestação vibratória, logicamente vivemos sujeitos às leis da ressonância vibratória.

Esta palestra é o preâmbulo de uma temática de imensa significação, mas que mesmo assim tem sido totalmente negligenciado pelas pessoas - o som.

*******************

NOTA:

A importância fundamental dos Princípios Herméticos decorre de serem eles os responsáveis por todas as manifestações do mundo fenomenal – Mundo Imanente. Tudo aquilo que venha a ser percebido e que não esteja em consonância com Os Princípios Herméticos por certo se trata de alguma manifestação do Mundo Transcendente.

Não se pode com conhecer a natureza da existência sem que se conheçam os Princípios.

Ilustração do documento original