Universos Relativos
" A realidade nada mais é do que a forma com a qual vestimos a todo instante o sonho da existência".


Para um místico e metafísico sério é imperativo o conhecimento de certas nuances da mente, bem como de certas características do universo, onde ele desempenha a sua missão cósmica, porque muitos fenômenos com os quais se defronta envolvem condições especiais ligadas à natureza daquelas duas coisas.
O que é o universo para nós senão o resultado de todas as percepções que os sentidos enviam para o cérebro. Alterando-se tais percepções o universo de um ser se apresenta diverso da de um outro. Assim podemos falar na existencia de universos relativos.Os universos relativos podem ser inúmeros, tanto quanto forem as combinações possíveis de percepções; isso tende a infinito.
Suponhamos uma pessoa dotada de um órgão a mais. Por certo aquela pessoa tem uma conceituação, uma "visão" diferente do universo. Aqui mesmo na terra alguém que percebesse diretamente as ondas de rádio teria um universo bem diferente do nosso. O daltônico, já o dissemos em palestra anterior, vê tudo aquilo que para nós é verde como sendo avermelhado e assim sendo o universo dele já difere do nosso.
Baseado nas percepções dos seres podemos dizer que o universo que participamos não é o único, podem haver tantos outros quanto forem às percepções individuais.
Se considerarmos este universo como sendo comum para todos os seres que nele vivem, se ele parece único é tão somente porque há coincidência de detecções de ondas, há faixas de ondas detectadas simultaneamente pelas pessoas que nele vivem. Há faixas de ondas identicamente percebidas, há pontos (ilhas) comuns em grande quantidade, havendo somente pequenas diferenças de um a pessoa para outra. A “ilha” de percepção não são as mesmas para todos, mas podem acontecer mínimas discrepâncias que para efeito prático podem ser consideradas desprezíveis, para uma mesma espécie de seres.
Por outro lado, o homem e um pardal, por exemplo, convivem num mesmo planeta, mas mesmo assim, embora compartilhando de um mesmo universo, o universo de um é muito diferente do inerente ao outro. A diferença é tão grande que se alguém hipoteticamente se transformasse num pardal por certo não reconheceria praticamente qualquer das coisas que lhes eram antes comuns, e vice-versa. Notem bem, entre o homem e o pardal ainda existe grande número de percepções similares, de "ilhas" comuns. Pensemos, então, entre dois animais bem diferentes em percepções.
Na medida em que as faixas vibratórias percebidas por cada ser ficam mais distanciadas, os pontos comuns de percepção vão ficando mais distintos, os pontos de semelhanças vão diminuindo a tal ponto que surge um limite aquém ou além do qual não há detecção alguma e assim, embora eles vivam num universo absoluto comum, mesmo assim eles têm universos relativos diferentes. Essa situação pode chegar a um ponto tal em que um ser pode como que inexistir para um outro. Inexiste porque não ter pontos de percepção comuns.
Temos um exemplo disto bem perto de nós. Durante séculos o homem viveu com seres em número que lhe era muitíssimo superior, os micróbios. Embora aquele mundo, o dos micróbios, existisse realmente mesmo assim o homem nunca se apercebera dele. Ele só veio a tomar ciência disto casualmente após a descoberta do microscópio. Antes, no máximo nós poderíamos suspeitar da existência de algo estranho por ações que os microrganismos provocavam. Não era possível detectá-los com órgãos sensoriais, por isto o homem não os conscientizava. O tato, a visão, a audição, o olfato, eram insuficientes para captar diretamente qualquer informação sobre a existência dos micróbios, por isto praticamente eles não existiam para o homem. Vejam bem, um reino vivo, constituído por um número imensamente superior ao animal e o homem nem sequer suspeitava que existisse fora e mesmo dentro de si.
Mas os micróbios ainda não são o limiar, existem outros seres que convivem aqui e que ainda não foram detectados. São seres que têm as suas atividades em limites além ou aquém das percepções humanas. É possível que um dia sejam criados instrumentos que os detectem, mas até então é provável que convivamos com eles sem que ao menos suspeitemos.
Todas essas variações estão ainda dentro dos limites de freqüências vibratórias em que existem algumas realidades semelhantes.

FIG. 1
Os seres que tivessem percepções como podem ser vistos no gráfico da fig. 1 teriam possibilidade de parcialmente se perceberem mutuamente, mas, se não houvesse "ilhas" comuns, neste caso seria totalmente impossível que um grupo de seres tivessem ciência da existência de outros. Seriam universos tão diferentes entre si que se tornaria impossível o estabelecimento de pontos de contato entre eles.
Em continuação, devemos tecer algumas considerações a respeito à capacidade que a mente possui para alterar os padrões vibratórios comuns. Qualquer fenômeno só pode ser detectado quando há batimento de ondas, ou quando há ressonância entre as suas vibrações. Disto resulta a sintonização através dos órgãos sensoriais e em certas situações diretamente graças a certas faculdades cerebrais pouco conhecidas. Para a detecção, os órgãos sensoriais têm estabelecem uma sintonização fixa para determinadas faixas que são percebidas de várias maneiras (som, luz, odor, etc.). Se algo não vibrar na freqüência para a qual o órgão está sintonizado, então o evento deixa de ser detectado e conseqüentemente também deixa de ser conscientizado.
Existem outras faculdades da mente que torna isso muito mais efetivo, pois o cérebro é capaz de alterar a sua própria sintonia, tal como se ele fosse um receptor radiofônico.
Nos radio-receptores há a possibilidade de uma sintonização progressiva para inúmeras freqüências (estações) graças a um dispositivo especial denominado condensador variável. Os primitivos receptores denominados “baixo falante" não sintonizavam mais do que uma estação (rádio galena). Sintonizavam só aquelas em que mantinham sintonização fixa. Posteriormente, graças ao circuito de condensador variável, surgiram os receptores que captavam várias freqüências de radiodifusão mudando à vontade a sintonização.
Os órgãos sensoriais operam de forma idêntica aos receptores de freqüência fixa (rádio de galena), enquanto que o cérebro pode operar com o receptor moderno que altera a sintonia própria e assim capta inúmeras freqüências. Disto advém que o cérebro é o mais perfeito conversor de freqüências que existe, tem capacidade muito superior a qualquer receptor mecânico que existe. Ele sintoniza muitas freqüências diferentes diretamente mesmo fora das faixas comuns aos sentidos.
Graças à capacidade referida é que ao cérebro é possível sintonizar outros universos relativos e há a possibilidade, de que ele até mesmo possa entrar em sintonia com algum universo absoluto diferente deste, se é que eles existem realmente.
Quando o cérebro sintoniza a resultante de um outro universo ele se torna capaz de ter percepções daquele mundo. Esta captação, dependendo da freqüência sintonizada, tanto pode ser de universos relativos que têm certas relações com o nosso (como o do pardal, que usamos como analogia), ou de outras vibratoriamente muito distantes de todas as nossas realidades físicas.
Dois pontos merecem ser assinalados agora. A transferência material entre dois universos, só é possível se eles tiverem resultantes vibratórias múltiplas entre si e só nos momentos e pontos em que ocorrem batimentos de ondas é que tal evento poderia ocorrer.
Em se tratando não de uma transferência material que só pode ocorrer em pontos de interseção de ondas, a mente pode penetrar também em universos relativos pela modificação da sua sintonia própria.
Os estudiosos das "ciências herméticas" sabem que muitos planos, muitas realidades diferentes das nossas podem ser detectadas pela mente. Eles sabem da existência de mundos diferentes deste e que cada um se comporta de forma peculiar. São aqueles mundos exatamente os que chamamos Universos Relativos.
Percebe-se que os universos relativos sintonizados pela mente podem ser totalmente diferentes deste, algumas leis físicas secundárias também podem ser diferentes e até o próprio tempo linear pode fluir em ritmo diferente.
Muito daqueles universos relativos são freqüentemente citados como mundo dos elementais, mundo astral, mundo mental, mundo dos Djins, mundos dos Gênios, das Fadas, etc. Seria cansativo enumerar muitos outros universos relativos aos quais podemos ter acesso mediante um treinamento místico adequado.
Em muitos casos não é nenhuma alucinação quando alguém refere vivências em mundos diferentes e mesmo estranhos, assim também pode não ser fantasia quando os adeptos de algumas doutrinas dizem coisas a respeito de coisas e situações vivenciadas.
Igualmente não é apenas fruto da "mente fértil das crianças" quando elas falam de fadas e de duendes.
Por fim temos que aceitar também que certos pacientes tidos como esquizofrênicos na realidade são apenas indivíduos cujas mentes são facilmente levadas à sintonização de realidades de universos relativos diferentes. Tentem entender algumas dessas pessoas sob esse aspecto, tentem escuta-las para sentir que nem todos eles são doentes. Visto sob este prisma se pode ver o quanto de coisas interessantes eles dizem.
Embora em torno de nós existam inúmeros universos relativos acessíveis, contudo, ainda muito pouco se sabe a respeito deles mesmo porque as pessoas que os vivenciam geralmente são cautelosos evitando falarem a respeito para não serem taxadas de malucas. Quando alguma pessoa fala a respeito deles, de coisas que vivenciou, logo aquilo que diz é posto em dúvida e ela está sujeito a ser catalogado como um.
É possível, mas não é muito fácil se ter percepções claras dos universos relativos, pois para penetra-los é necessário que a mente vibre no padrão característico de cada um. Tal tipo de penetração comumente não diz respeito a uma transposição física, a uma viagem física, mas sim uma projeção psíquica, pois o corpo fica aqui mesmo, enquanto a mente entra em sintonia estabelecendo a devida percepção. Esse tipo de percepção igualmente pode acontecer nos sonhos. Muitos sonhos são devaneios da mente, mas inúmeros são percepções de outros planos. O mundo onírico que vivenciamos nem sempre é uma simples fantasia. Esta afirmação é algo que a ciência não aceita, mas nem por isto a deixa de ser verdadeira. Uma parte dos sonhos é interpretação consciente destorcida do nosso mundo material, mas há uma parcela deles que resulta da penetração psíquica em outros universos de realidades diferentes.
Há uma tendência muito grande de se misturar vivências reais com fantasias, mas existem treinos especiais para que isso seja evitado e não venha a causar imprecisões quanto ao que é percebido, para que a experiência real seja separada das. Tanto o consciente quanto o inconsciente podem interferir nos mecanismos do sonho, por isto é preciso que se aprenda a separar as coisas para que se venha a ter uma visão válida das estranhas realidades, deixando apenas aflorar a nítida consciência daquilo que realmente pertence ao plano em que se penetrou durante o sonho.
Por certo muitos perguntarão se são também reais os mundos dos fantasmas, dos espíritos desencarnados, proposto por algumas religiões. Se também são reais o mundo Astral e as suas subdivisões. Respondemos afirmativamente. Eles são universos relativos, mundos de outras realidades, mas nem por isto são eles arreais, apenas que se situam em faixas de freqüências diferentes daqueles que são próprias do mundo material mesmo que estejam dentro de um mesmo universo absoluto. (fig.1)
O mundo dos fantasmas existe sim, os espíritos desencarnados estão povoando o astral que, por sua vez, está em todos os lugares da terra. Eles existem ocupando outras faixas diferentes das do mundo material.
Quando uma pessoa penetra com temor num casarão velho, ou em um cemitério, ou em algum outro lugar que desperte temor, na mente dela começa a ocorrer modificações no padrão normal de vibração, e o resultado é que ela entra em sintonia com o astral próprio dos espíritos, é quando, então, os fantasmas surgem, pois o indivíduo não está vibrando no mundo que lhe é normal e sim num outro onde aqueles seres são bem reais. Para uma pessoa que não teme, que enfrenta qualquer ambiente sem medo, acontece que o seu padrão vibratório não se altera e conseqüentemente não sintoniza outros universos relativos, por isto ela nada percebe.
Não há fantasmas para quem não acredita neles, contudo eles existem realmente.
Os universos relativos têm grande significação quando se quer estudar a magia, pois muito dos eventos ligados àquela arte encontram as suas justificativas em outros planos de existência. Os magos, bruxos, e feiticeiros, em sua grande maioria, são pessoas têm empiricamente certos conhecimentos do como operar em universos relativos. Aparentemente eles agem de forma contrária a todas as ciências conhecidas, podendo fazer coisas tanto ou quanto incríveis.
Na palestra sobre a psicometria falaremos da maneira como a magia pode atuar. Agora examinaremos as ações ligadas aos universos relativos e que são operados através da magia. É claro que uma pessoa é tanto mais vulnerável à ação da magia quanto mais propenso ela for a aceitá-la. Nem toda ação da magia se prende à sugestão, embora esta tenha participação direta nos processos mágicos, especialmente na magia negra em que os malefícios estão sujeitos a serem tanto mais eficazes quanto mais influenciável for a pessoa. Graças a isto é fácil o estabelecimento de meios de defesa contra os fetiches e outros processos mágicos.
Basicamente os processos de magia só são eficazes em pessoas que os aceitam ou em pessoas que vibram naqueles níveis, portanto, que sejam merecedores daquilo que lhes for endereçado. Isto acontece porque a condição básica para a eficiência de um processo de magia é a sintonia vibratória, que a pessoa se ligue mentalmente às faixas de vibrações de certas energias para que estas possam ser canalizadas para a efetivação do processo.
A ação da magia envolve normalmente forças, poderes oriundos de outros planos de existência. Aquelas forças são capazes de atuar eficientemente, contudo, só o fazem em quem as aceita ou as teme, pois, para tanto é condição básica vibrar em sintonia com elas. Se não se acreditar nela não acontece coisa algumas porque pela falta de sintonia essa via de ação da magia praticamente deixa de funcionar.
