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O Mito da Pérola — O Regresso

Tema 0.562 · Temas Complementares · 1 284 palavras · cerca de 9 min

“ Que é o estudo das letras comparado com o da natureza? Em que ciência há conhecimentpo senão no estudo das coisas creadas ?.”

A Velez Rojas.

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Ilustração do documento original

Em continuação ao estudo do Mito da Pérola Única vamos iniciar apreciando o momento em que o espírito se apercebe do engano, aquele momento em que Sophia percebeu que estava perdida nas trevas e clamou então ao Pai pedindo que a trouxesse de volta ao mundo da Luz. É quando o espírito cansado de tanto sofrer começa a indagar de onde ele veio e para onde irá. É quando ele creia ou adota um Deus ao qual pede que o auxilie e nessa condição penetra no íntimo de si mesmo e encontra a mensagem gravada no seu coração, no seu Eu desde a origem. A partir de então ele começa a tentar tirar os envoltórios, para perceber com clareza o que está gravado no seu verdadeiro ser. Procura entender – cientificação - que vive numa ilusão, procura as condições que o possa libertar, sendo o primeiro passo viver sem conflitos, viver sem culpa, o que equivale ao se sentir puro – Purificação.

Mito: “ Ter sucumbido às lisonjas dos egípcios foi para mim uma grande calamidade. Desfaleci em um esquecimento e não sabia mais que era filho de um rei e passei a servir ao seu rei. Esqueci complemente da pérola, para a qual meus pais me haviam enviado”.

Trata-se do sofrimento que o espírito acaba descobrindo haver sido enganado, quando ele percebe haver sucumbido às fantasias do mundo e já nem ao menos reconhece ser filho do Rei; já não se lembra qual o objetivo de sua missão e indaga-se: Quem sou, porque estou aqui, qual a razão de tantos sofrimentos; de onde vim e para onde vou... Esquecido que é filho da Força Positiva erroneamente ele começa a servir à força negativa, quando na realidade é à Força Positiva, à Força Superior a quem devemos pedir o Divino Amor...

Mito: “Meus pais, no seu reino souberam o que me acontecera e se afligiram por mim. Eles emitiram uma proclamação e convocaram os grandes do reino para uma reunião, na qual elaboraram um plano para não permitir que eu definhasse no Egito. Escreveram-me uma carta e cada um dos grandes a assinou: ‘De seu pai, o Rei dos Reis, e de tua mãe, a regente do Oriente, e de teu irmão, nosso vice-rei, para ti, nosso filho no Egito, saudades. Agora e sai de teu profundo sono e fica alerta à mensagem de nossa carta. Lembra-te de quem és: o descendente de um rei. E vê-de a quem estás servindo em sombria escravidão. Lembra-te, também, da pérola, pela qual viajaste para o Egito. Lembra-te da tua veste de glória e do teu esplendido manto, a fim de que chegue o momento em que eles possam, novamente, repousar sobre os teus ombros, e, por eles envolvido, teu nome possa ser lido no livro dos heróis e te possas tornar, como teu irmão, nosso vice-rei, herdeiro do nosso reino’’.

Fala do início do despertar, do pai que constantemente está enviado mensagens capazes de tocar o sentimento dos filhos e trazê-los de volta após cumprir a missão que lhe foi determinada. Assim enviou até o próprio Khristos em busca de resgatar Sophia.

Mito: “Essa carta foi uma mensagem mágica para mim. Meu pai a lacrou de tal modo que ela ficasse protegida contra os terríveis habitantes das regiões por onde deveria atravessar antes de chegar à minha casa. A carta voou sob a forma de uma águia, rei de todas as aves, até chegar ao meu lado, onde ouvi a sua fala. Ao ouvir a mensagem, acordei do meu sono, levantei-me, pequei a carta, beijei-a, abri seu lacre e li o seu conteúdo. As palavras eram as mesmas que antes haviam sido inscritas no meu coração. Lembrei-me de tudo: que eu era filho de reis e que minha alma , nascida a liberdade, ansiava por encontrar seus pares.

Também me lembrei da pérola, em busca da qual viera para o Egito. Então, enfeiticei a serpente tonitruante, cantando para ela o nome de meu pai, de meu irmão e de minha mãe, a regente do Oriente. Agarrei, então, a pérola e voltei, para ir ter com meus pais. Retirei os trajes impuros dos habitantes daquela terra e dirigi meus passos na direção da luz da nossa terra, o Oriente”.

Temos aqui a vitória sobre o mundo inferior, a conquista do conhecimento do mundo objetivo e da volta do espírito à origem - Cientificação.

O espírito envolvido deixa de servir ao seu verdadeiro Rei e Pai e passa a servir ao Demiurgo ou mesmo à força negativa. O mito fala de um príncipe, mas na realidade este representa os espíritos como um todo, sendo assim a saída do mundo material se faz unidade por unidade. O Pai faz através de mensagens, de emissários, com que o espírito volte à origem, concede meios dele lembrar-se de sua verdadeira natureza; abandone os planos inferiores, entenda que quando muito vivem mergulhados num mar de espelhos, uns cultuando as trevas e outros cultuando as imagens refletidas, mas imagens virtuais, em detrimento da imagem verdadeira - cientificação.

“ Essa carta foi uma mensagem mágica para mim. Meu pai a lacrou de tal modo que ela ficasse protegida contra os terríveis habitantes das regiões por onde deveria atravessar antes de chegar à minha casa. A carga voou sob a forma de uma águia, rei de todas as aves, até chegar ao meu lado, onde ouvi a sua fala. Ao ouvir a mensagem, acordei do meu sono, levantei-me, peguei a carta, beijei-a, abri seu lacre e li o seu conteúdo. As palavras eram as mesmas que antes haviam sido inscritas no meu coração. Lembrei-me de tudo: que eu era filho de reis e que minha alma, nascida para a liberdade, ansiava por encontrar seus pares.

A carta na realidade diz respeito à intuição, ao registro que a pessoa tem gravado em sua memória essencial – Registros Akásicos. Mesmo que a pessoa durante o envolvimento não se lembre dela com clareza, mesmo assim nos momentos difíceis percebe o sussurro da voz da consciência, uma simples cintilação de consciência, mas o suficiente para acender a chama da recordação e dar início ao regresso ao reino celestial que por direito lhe pertence.

É essa mensagem gravada que serve de guia para o espírito decidir que rumo tomar e como chegar ao reino celestial.

Mito: “Mas, de repente, quando os vi sobre mim, a esplêndida veste de glória pareceu mais e mais com o meu próprio reflexo; eu a vi como se fosse o meu próprio ser e a diferença entre ela e mim se desvaneceu de modo que éramos dois em diferenciação, mas um só em singular união. Mesmo os dois tesoureiros que trouxeram minha veste me pareciam uma única pessoa, marcados com o selo de majestade de meu pai”.

O espírito quando atinge a purificação ele percebe sua verdadeira natureza, sente que vivia envolvido por um manto impuro, constituído por camadas e mais camadas de imperfeições. A seguir ele toma ciência de que a sua nova veste é como o seu próprio ser, uma veste que é verdadeira luz; que não é um reflexo, que não é uma ilusão. Na realidade ele percebe que ele, e a própria veste de Luz, é uma única realidade. Diz o mito que “mesmo os dois tesoureiros que trouxeram minha veste me pareciam uma única pessoa...” Na realidade no Astral Superior não existem dois, apenas UM.

Há muito a ser compreendido neste mito, aqui fizemos um ligeiro resumo, mas o bastante para que nos aprofundemos nos ensinamentos contidos nas entrelinhas.

Ilustração do documento original