As Hierarquias do Fogo
“ Se assoprares a faísca, ela como fogo se inflamará” 1 9 9 6
BÍBLIA - Eclesiástico, 28-14

Dos 14 Arcanjos 7 deles presidem a coluna da direita e 7 a coluna da esquerda da ‘’Arvore da Vida”, copo por exemplo, Miguel que tem como Símbolo o Sol, o Fogo.
A Criação estudada segundo os ensinos de Apolônio e atualmente ensinadas por algumas Irmandades, Confrarias e Ordens usam uma representação gráfica mostrando duas colunas, uma à direita ( coluna FOGO ) e outra à esquerda ( coluna Água ). Já dissemos em temas anteriores que o universo é fruto de uma descontinuidade do UM. Mostramos que houve uma fragmentação que na coluna água resultou na diversificação do que resultou tudo quanto há [1].
A grande diferença entre a duas colunas é que em ambas houve fragmentação mas somente na da esquerda ( Água ) houve diversificação.
Na medida em que a coluna da esquerda foi se fragmentando e diversificando cada parte formada, na da direita foi simultaneamente de fragmentando mas sem diversificação. O fogo continuou mesmo apenas se apresentando com aspectos perceptivos diferentes mas sem alteração da natureza. O mesmo não se pode dizer da coluna da esquerda, a água foi se diversificando e tomando características as mais diversas possíveis, apenas uma parte se projetou com tal até o nível mais denso ( gelo).
Este ensinamento tal como é trazido pelas confrarias do Fogo Sagrado diz que no início não se formaram duas colunas, apenas uma, a do fogo, a da direita, a qual na medida em que ia se desdobrando, se fragmentando, e ao mesmo tempo se polarizando formando pelo pólo oposto a coluna água.
Assim dizem algumas doutrinas; no primeiro momento o fogo se projetaram em 7 raios, que passaram a ser chamados os 7 raios da criação.
Algumas Doutrinas dizem que no comando de cada raio situa-se um Devas [2] e que cada um constitui-se o ápice de uma hierarquia, tendo como ponto máximo AGNI. Agni reina sobre todos os elementais e Devas do Fogo. E sobre todos os três planos da evolução humana ( físico, astral e mental ) em todas as partes do universo.
Agni é a fonte de tudo o que propicia calor e luz, deste modo para alguns há diversos tipos de Agni ( fogo), o imortal. Preferimos dizer assim: Há diversas formas de manifestação de Agni. Diz o Rig-Veda, L, 591 : “ A divisão primária de Agni, o imortal, é tríplice. Agni tem três filhos: Suchi, Pramana e Pavaka. Suchi significa o Saura ou “fogo solar”, Pravamana significa Nirmathana, “fogo produzido pela fricção”; como aquele que aparece pela fricção entre duas pedras, ou pedaços de madeira. Pravaka significa o vaidyuta ou “fogo do firmamento”, isto é, o fogo dos relâmpagos ou “fogo elétrico”.
Observemos que as fontes desses três fogos constituem as três principais divindades mencionadas nos Vedas, ou seja, Suruya, o sol, representando o Fogo Solar, Indra ( e às vezes Vayu) , a divindade que produz a chuva, representando o fogo do firmamento; e Agni, representando o fogo terrestre, o fogo produzido pela fricção. Os três são apenas ramificação de Agni, que é uno, que por sua vez é uma emanação do Ser-Supremo. Cada uma das três divisões de Agni tem numerosas subdivisões. O fogo Solar distingue-se por várias divisões segundo a natureza dos raios emitidos pelo Grande Luminar.
Nos ensina O TIBETANA: “... da essência do pensamento, da vida coerente em todas as coisas, da consciência em seu aspecto evolutivo, isto é, de Agni, a totalidade dos deuses. Ele é Vishnu e o Sol em sua glória. Ele é o fogo da matéria e o fogo do mental misturados e fundidos. Ele é a inteligência que palpita em cada átomo; Ele é o Mental que aciona o sistema; Ele [e o fogo da substância e a substância do fogo; Ele é a Chama e o que a Chama destrói”...
Já estudamos a Criação segundo o esquema da Cabala e também segundo a Ordem do Fogo Sagrado. O ensinamento desta Ordem diz que a Criação resultou de um desdobramento do Princípio Único manifestando sua dupla polaridade: Fogo e Água, e cada um desses dois princípios se desdobrou em seqüências sétuplas.
De início formaram-se sete emanações, raios, no Polo Fogo e sete emanações no Polo Água, estando cada um dessas emanações sob a responsabilidade de um Devas da mais alta hierarquia ( Arcanjo ).
Na medida em que a polaridade Água foi se desdobrando e se diversificando o princípio Fogo se desdobrou simultaneamente de forma que, para cada fragmento, por menor que for do Princípio Água, VEIO existir um desdobramento correspondente do Princípio Fogo. (Vide Fig. 1 )

FIG 1
Neste ponto é que ocorre uma diferença de opinião entre as ordens que estudam o Fogo Sagrado. Há uma diferença de interpretação de como ocorreu o desdobramento. Um grupo de pensadores místicos dizem que não houve desdobramentos em duas colunas e sim numa só. No inicio não se formaram duas colunas mas apenas uma cuja polarização dá lugar à segunda. Agni se projetou e se polarizou formando o polo Água ( Vide Fig. 2 ). Agni se desdobrou em sete raios e cada um destes se polarizou formando os seus correspondentes num outro polo. Assim ca desdobramento da colona de Agni se polarizou formando a outra coluna.

FIG 2
Temos examinado ambos os ensinamentos e verificado que o da Fig. 1 correspondem aos ensinos da Cabala. Alguma diferença reside apenas na forma de apresentação gráfica. Enquanto isto, o da fig. 2 diz respeito à uma forma de Criação diferente daquela ensinada pela Tradição Antiga.
Na realidade sabe-se que nos mais ínfimos elementos constitutivos da coluna B sempre se faz presente a ação de uma centelha do Principio Fogo cuja função é reverter a diversificação. ( Ação purificadora e transformadora do Fogo ).
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