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O Ser Humano e os Arcanjos

Tema 0.478 · Temas Complementares · 1 608 palavras · cerca de 11 min

“ Primeiro aprende, depois forma opinião” 1 9 9 6

Talmude Babilônico.

Em palestras anteriores dissemos que o estudo sobre as Forças da Natureza envolve grande responsabilidade pois concede poderes que na maioria das vezes a pessoa não está em condições de administra-las com coerência e, como conseqüência, facilmente ela está sujeito a se comprometer carmicamente. Aprender a invocar e a conduzir as forças da natureza é adquirir até mesmo a capacidade de interferir no querer das outras pessoas, e poder mobilizar coisas que facilmente ampliam o ego. A pessoa recebe a posse de coisas que têm grandes possibilidades de serem usadas egoisticamente. Por isso poucos foram os magos que triunfaram a partir dos poderes que angariaram. Disto os perigos inerentes à magia e a responsabilidade tremenda que assume todo os que adentram nos conhecimentos de Apolônio.

Vimos que, grande parte dos ensinos da magia, diz respeito à manipulação das formas de consciência do mundo Elemental e como poderosas forças cegas ficam a mercê da pessoa é preciso que esta tenha grande capacidade de discernimento para não usá-las indevidamente. A pessoa pode ter sob seu comando o domínio sobre os reinos dos Elementais e que por serem eles forças cegas agem pelo querer de quem as manipula.

Um tanto diferente é trabalhar com os Devas desde que estes já apresentam discernimento e consequentemente não podem facilmente ser orientados no sentido negativo.

Os Anjos, por sua vez, já são consciências bem claras tornando mais difícil o contacto intencional. Basicamente a pessoa pode pedir auxilio e, pelo merecimento, recebe-lo a partir do Reino Angelical, mas praticamente não existem formas de invocação que condicione a manifestação de um Anjo . Citam-se formas e fórmulas de invocação angelical, mas na verdade são apenas formas de pedir a intercessão. Um som, um mantra, um ritual, pode determinar a presença de um Elemental, ou em alguns casos até mesmo de um Devas, mas isto não se aplica de forma alguma a um Anjo ou a um Arcanjo.

Mesmo que não tenham individualidade própria, os seres Angelicais e Arquiangelicais têm discernimento próprio e grande clareza de consciência. A clareza de consciência deles está muito acima daquela inerente ao mais perfeito dos seres humanos em desenvolvimento. Isto é o que determina a não possibilidade deles obedecerem ao homem, quer no que diz respeito a presença quer no que diz respeito à ação. Na realidade existem leis que os comandam porém as leis que poderiam ser usadas com essa finalidade transcendem em muito a capacidade humana de opera-las. Um Arcanjo pode invocar um Anjo mas a recíproca não é verdadeira. Do mesmo modo um ser humano também não pode fazer isso, a não ser que ele esteja em nível de pureza.

Malgrado o que afirmamos antes, os Anjos e Arcanjos têm como missão auxiliar o desenvolvimento espiritual dos seres da terra, assim sendo mesmo que eles não sejam invocáveis, como o são os Elementais, na realidade sempre estão prontos a auxilia-los. Não podemos invoca-los como servidores mas podemos pedir-lhes a intercessão em todas as os momentos da nossa caminhada.

Invocar e diferente de pedir; assim os princípios que regem as invocação difere das leis que canalizam um pedido. As leis universais que determinam a presença difere das que conduzem um pedido. Como os livros citam, os gênios muitas vezes foram obrigados a agir segundo o comando de algum mago habilitado. Muitos foram os magos que dominaram os gênios pondo-os a seus serviço, eles obrigaram gênios a atender indiscriminadamente a seus desejos e vontades. Uma pessoa obedecendo os princípios a determinados princípios básicos pode provocar um incêndio, isto eqüivale a obrigar as salamandras a obedecerem-lhe independentemente do propósito. Mas isto não e possível ser feito através de um Anjo, ou de um Arcanjo. Somente um Poder mais alto pode fazer-se obedecido. A Bíblia refere que um Anjo destruiu Sodoma e Gomorra mas por certo o comando foi Superior e não inferior. Na Bíblia diz que no Jardim do Éden foi posto um Anjo para interditar a entrada, mas tal só seja possível mediante o comando de um Poder mais alto.

Em nenhum momento há registro de que um Anjo haja sido manipulado por um querer de nível mais inferior ao dele.

É sim possível que um espirito puro em missão na terra poder usar a Força Angelical visando propósitos definidos de sua missão, mas neste caso esse espirito sendo puro hierarquicamente é superior e sabe dentro do conhecimento de como operar as leis que torna isso possível.

Talvez muitas pessoas sintam-se frustradas com a afirmativa de que os Anjos e os Arcanjos não obedecem ao comando humano e que, por conseguinte, não adiantam rituais invocatórios dirigidos a eles, de que para nada serve o culto e a devoção aos Anjos e Arcanjos. Mas, na realidade queremos dizer que a pessoa conta sempre com um maravilhoso apoio dessas consciências desde que tenha em mira um propósito edificante, um propósito positivo. Na realidade eles existem para auxiliar o desenvolvimento espiritual, para auxiliar de todas as formas possíveis a volta ao PAI. O que estamos dizendo é que podemos pedir e sermos atendidos por aquelas consciências superiores, mas não podemos de forma alguma impor a eles seja lá o que for.

Atualmente estamos vivenciando uma fase de “modismo angelical”, quando estão sendo comercializados anéis, adereços de muitos tipos, ministrados cursos e ensinado métodos, uso de mandalas e é, deve-se sim por uma razão bem simples. Temos mostrado que ao nível elemental existe uma serie quase interminável de suportes com a finalidade de invocar e comandar os Anjos. Queremos dizer que o valor de tudo isso é nulo, quando muito algo bem relativo pois somente os Anjos atendem a propósitos firmes e positivos e para isto não dependem dessas coisas para atuarem. Na realidade podemos contar com algumas condições que facilitam um contacto, mas não que não obriga qualquer Anjo a comparecer seja lá onde for para atender o desejo de alguém mediante um processo mágico qualquer. Essas coisas podem servir, podem ser algum valor no que diz respeito a concentração mental da pessoa, um suporte mágico para a mente da pessoa se por em sintonia com planos mais elevados, mas não daquela forma como é possível ser feito ante um Elemental.

A literatura especializada diz que na atualidade os Elementais da natureza fogem dos humanos, fogem da civilização, que eles têm medo das pessoas. Na realidade, num certo, sentido isso está acontecendo pois eles sabem-se manipuláveis pelos humanos e na maioria das vezes no sentido negativo. Contudo a mesma coisa não é possível em se tratando de Anjos ou Arcanjos e mesmo de Devas, desde que nenhum ser humano, espirito ainda envolvido, conhece qualquer modo de fazer isto.

O que a pessoa conhece são os meios de chegar até eles e de ficar sob suas guardas. Para isto é preciso ter um propósito positivo, ter uma sentimento e uma razão pura, e ainda mais ter o devido merecimento. Somente pelo pedido sincero é que a pessoa pode receber auxilio pessoal de um Anjo ou de um Arcanjo.

Por outro lado é bom que se tenha em mente que não é muito lógico se pular etapas. Os Arcanjos atuam segundo uma hierarquia, e sendo assim deve-se buscar, quando possível, primeiro o auxilio dos Devas propostos do que diretamente dos Arcanjos, por serem aqueles expressões de consciências que agem mais próximo do mundo denso, por isso de mais fácil contacto. Na realidade os Devas existem e têm como missão exatamente auxiliar aos humanos e tudo o que os cerca, estabelecendo, estimulando, empreendendo, todas as condições existenciais, e ambientais do plano em que vivemos.

Também o contacto com um Devas é muitíssimo mais fácil que o contacto com um Anjo ou um Arcanjo. Muitas vezes quando uma pessoa busca o auxilio de um Arcanjo este se faz sentir através de um Devas da mesma hierarquia. Os Devas existem como “válvulas de redução” da Seqüência Sétupla, por isso um Anjo para agir no mundo denso o faz por meio de Devas que, por sua vez, agem através de um Elementais. Lembrem-se de que o universo é como uma câmara de eco e que tudo aquilo que ocorre num nível tem reflexo direto num outro.

Agora vale a indagação, neste caso não é preciso ou não se pedir a um Arcanjo?- A resposta é sim em decorrência da tremenda variedade de formas de consciências cada uma especializada. Os Elementais existem formando grupos e subgrupos sucessivos totalizando um número inconcebivelmente elevado. Assim torna-se muito difícil numa determinada situação a pessoa saber qual o Elemental com que pode contar para invoca-lo.

Cada coisa, para atender cada condição, cada situação existe um Elemental específico e que requer palavras próprias de invocação para cada um. Assim sendo a pessoa deveria saber uma quantidade incalculável de formulas, sons, vocalizações, etc. para invocar o Elemental preciso diante de uma determinada situação. Na realidade o pensamento e o desejo, aliado ao merecimento, pode atrair o Elemental adequado ao atendimento de uma determinada situação, mas não tão intensamente quanto numa invocação precisa.

Agora vejamos o seguinte: O número de Arcanjos é bem limitado, e, como já vimos antes, todas as qualidades e situações possíveis dizem respeito a algum deles. Isto simplifica bem, torna o processo mais simples, pois pedindo-se ao Arcanjo o atendimento se faz sentir por intermédio do Elemental ou do Devas preciso.

Na palestra anterior vimos que os Arcanjos têm características próprias, têm funções próprias e elementos concretos no nosso mundo através dos quais a pessoa pode estabelecer meios de contacto.

Em que momentos em que e quais os Arcanjos a quem a pessoa deve pedir? - Veremos na palestra seguinte.

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