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Os Hebreus e a Magia do Fogo

Tema 0.418 · Temas Básicos · 1 650 palavras · cerca de 11 min

“ A substância-raiz cósmica contém em si e tanto a matéria, quanto o espírito ”. “ Todas as coisas estiveram no criador antes da criação...”

Mensagens Rosa-Crucianas.

Ilustração do documento original

Já, desde antiqüíssimas épocas Ordens e Confrarias autênticas têm estudado e descoberto princípios inerentes ao Fogo, entre elas podemos mencionar Gnósticos, Filósofos Herméticos, Ordem de Tiana, Rosa-cruz, Guardiões da Chama, VOH e outras que de alguma forma estão ligadas à Grande Fraternidade Branca. Alguns ramos da G.F.B. desenvolvem seus ensinamentos agrupados em Raios: Raio Violeta, Raio Amarelo, etc.

Embora date de outros ciclos de civilização, os ensinamentos sistematizados alusivos ao fogo foram escritos pelos Gnósticos dos primeiros séculos que herdaram do esoterismo israelense.

Os Gnósticos ensinavam que o Fogo[1] é a inteligência que exerce a sublime potencialidade da Mente, comanda o desejo e a vontade, reconhecidos como atributos de Deus e do homem.

Vamos agora falar sobre no que o povo Hebreu têm haver com a magia do fogo desde que ele consideravam idólatras todos os povos da Antigüidade que tinham no seio de suas religiões rituais alusivos ao fogo.

Antes de tudo é preciso que se tenha conhecimento de que a Doutrina do Fogo Vivo já existia no Antigo Egito de onde foi levada por Moisés durante o êxodo.

Podemos dizer que aquele foi o período em que a pureza inicial de muitos princípios místicos do fogo foi conspurcada. No Egito a mística do fogo já em grande parte havia sido adulterada, materializada, havendo sido deixado de lado a sua natureza metafísica mais elevada.

O povo comum adorava o lado material do fogo, adorava-o pelo poder destruidor que manifestava, mas o mais oculto de tudo é que os rituais do fogo possibilitavam o encantamento da pessoa ao mirar o bruxulear das chamas que é capaz de conduzir a mente a um estado modificado de consciência, muito embora, em tais casos, na maioria das vezes, a mente esteja sujeita a direcionar-se pelo caminho inverso, isto é, pelo caminho inverso daquele que deve conduzir a pessoa diretamente a Deus.

Temos mostrado que todas as coisas têm dupla polaridade, que dentro da criação não existe algo que seja passível de se manifestar apenas com uma polaridade, assim também o fogo está sujeito a se manifestar e agir num pólo ou noutro, especialmente em se tratando de um gênio.

Existe a possibilidade de através da mi ração de uma chama ter-se ampliação de consciência e, sabemos, em estado alterado de consciência, se a pessoa não estiver bem orientada pode perceber o lado negativo da natureza e se identificar com ele ao invés do lado positivo, aquele ao qual todos devem estar vigilantemente ligados.

Na verdade por detrás de qualquer manifestação do fogo se faz presente um gênio obediente aquele que souber as regras de comandá-lo.

Cabe-nos, pois, indagar se os povos que mantinham ligações religiosas com os mistérios do fogo necessariamente identificavam-se apenas com o lado apenas? - Seriam orientados apenas por mestres da linha negra? Será que nenhum deles tinha o merecimento de através da magia do fogo, ser auxiliado por um verdadeiro Guardião da Chama?

Indubitavelmente os seguidores de Jeová também usavam os princípios ocultos do fogo com finalidade religiosa, tanto isto é verdadeiro que durante a peregrinação pelo deserto eles foram guiados por uma coluna de fogo que os precedia na caminhada.

As fogueiras no deserto durante o êxodo eram comuns para o aquecimento, as piras sacrificiais onde eram incinerado os animais. Já falamos do motivo principal das piras, das fogueiras sacrificiais de animais, mas como sendo estimulado pelo terceiro interesse no sentido de se abastecerem de energia sutil. O que queremos deixar claro é que entre os Israelitas havia uma segunda intenção oculta nos sacrifícios de incineração, além da captação de energia sutil através do processo crematório, que era o de promover modificações no estado de consciência das pessoas através da magia do fogo. Em tal estado, sabe-se, é mais fácil fazer induções, promover identificações. A alteração do nível de percepções permite que mais facilmente interesses espúrios exerçam influências intencionais.

No êxodo o povo comum, mesmo ignorando e condenando qualquer ritual de adoração ao fogo nem por isso deixava de ficar à mercê do seu poder, dos efeitos das leis inerentes ao fogo, pois se não existiam rituais diretamente direcionados ao fogo mesmo assim era bastante as fogueiras que facilitavam os estados alterados de consciência. O próprio senhor dos exércitos citado na Bíblia conduzia o povo no deserto por meio de uma coluna de fogo. Mais do que orientar aquela coluna tinha por fim manter vivo no povo a presença dos rituais negativos do fogo através dos quais determinadas forças negativas induziam as pessoas.

Evidentemente os Israelitas não adoravam diretamente o lado material do fogo como faziam os Caldeus e outros povos da Antigüidade. Na realidade eles combatiam frontalmente os povos que tinham esse tipo de prática. Consideravam demoníacas todas as demais religiões, especialmente aquelas que conservavam alguma forma de ritual do fogo.

Gostaríamos de revelar muito mais sobre o assunto, mas ainda não é chegado o momento das pessoas receberem informações mais detalhadas por serem deveras traumatizantes. Por isso ainda não é dado a permissão para que muitas revelações nos sejam feitas pelos nossos mentores.

Agora queremos revelar o porquê das perseguições aos ritos levadas a efeito pelos seguidores de Jeová. Dissemos que pelo fogo pode-se entrar em estados ampliados de consciência e então tomar o rumo da esquerda ou o da direita. Os propostos do “ senhor dos exércitos” [2] temiam pela possibilidade de através do fogo o povo chegasse ao conhecimento de coisas que eles mesmos desconheciam.

Totalmente dominados sutilmente pela vontade do “senhor dos exércitos” os dirigentes não tinham como aceitar povos que cultivavam a magia, em decorrência deles poderem receber revelações inoportunas ao “terceiro interesse”. Eis o motivo oculto que levou os seguidos do “senhor dos exércitos” a dizimar cidades inteiras, adultos, velhos e crianças massacrados inexoravelmente. Em muitas cidades, como na aldeia do Maobitas coisa viva alguma era poupada diante da fúria dos invasores.

Isto que revelamos é para que o buscador se inteire, mas temos o dever de dizer que os Israelitas não eram pessoas más, não eram piores que os demais povos da época. Até mesmo porque a história nos mostra o quanto de valoroso e digno tem se mostrado o povo Judeu através dos séculos. Poucos povos têm demonstrado tanto valor, brio e dignidade quanto o povo Israelita. Na verdade os Israelitas não podem ser visto apenas como algozes, eles na realidade foram as primeiras vítimas de um poder oculto. É verdade que toda vítima quando tem chance se torna algoz, por isto até hoje ainda se faz sentir a contra-reação. Eles eram segregados, por isso tinham que se manterem isolados, grupados.

Vale salientar que, se o povo Israelita esteve inocentemente dominado por uma potência que exercia o seu querer por muitos meios, entre eles pelo fogo, também haviam em acentuada minoria os que através das visões através do fogo tinham acesso a verdade. Apenas queremos dizer que a historia foi expurgada em todos os lugares e épocas e assim sendo quase nada ficou historicamente registrado quanto às dissensões internas no seio do povo motivados pela discordância quanto a assuntos relativos à religião oficialmente codificada.

A religião oficial dos Israelitas estava contaminada por interesses espúrios, mas, façamos justiça, também nela existia um lado esotérico, um lado que somente uma “elite” tomava conhecimento que cultivado e guardava zelosamente. Uma coisa é o ensino ministrado por uma religião às pessoas comuns (aspecto exotérico ) e outra aquela que somente uma pequena parte toma ciência ( aspecto esotérico).

O poder demoníaco influenciando durante séculos a humanidade. Por um lado ele desviava aqueles que através dos mistérios do fogo podiam, de alguma forma, chegar ao verdadeiro conhecimento e, por outro lado, atraindo disfarçadamente aqueles que era susceptíveis de serem dominados. Na realidade mesmo que as pessoas não se considerassem adoradores do fogo mesmo assim o efeito da chama era o mesmo, quer se tratasse de um ritual de adoração direta a potência do fogo ou se fosse uma pira com uma outra finalidade aparente.

Ilustração do documento original

ABRAXAS - FOHAT - ABRAXAS - FOHAT - ABRAXAS FOHAT

As pessoas eram induzidas a não se considerar adoradores do fogo, mas, através de formas disfarçadas, mantidas ligadas ao poder das chamas, mas neste caso segundo orientação do “ terceiro interesse”. Sem um verdadeiro mestre que lhe servisse de guia maioria das pessoas não tinha como controlar os mistérios do fogo.

O comando do “terceiro interesse” promovia a destruição de pessoas, e mesmo tribos inteira, ganhando, por um lado, a energia sutil oriunda dos morticínios e, por outro lado, protegendo aquelas sob os quais era possível exercer o seu controle através da magia do fogo mantendo-os num mundo de ilusões. Sob um estado “hipnótico” promovido pelo fogo tornava fácil a indução de percepções intencionalmente premeditadas.

Como dissemos anteriormente o lado positivo dos conhecimentos arcanos permaneceu integrando o esoterismo hebreu e assim também o da magia do fogo original. Desta maneira a verdadeira mística do fogo trazido até a Palestina onde permanecido por séculos.

A Magia do Fogo persistiu secretamente, ou seja, distante do domínio público e no tempo de Jesus era conhecida e praticada pelos comunidade em que Jesus “nasceu” e “viveu”.

Os Essênios tinham formas ritualísticas ligadas à magia do fogo, praticavam isto, e se Jesus “nasceu” no seio da comunidade essência, e se Ele nunca em suas prédicas atacou os Essênios como o fez com relação aos fariseus, por certo reflete o Seu endosso à magia do fogo.

Não poderia ser de forma diferente porque os segredos da Natureza do Fogo que os iniciados conhecem é uma das mais preciosas dádivas da Divina Providência é uma chave misteriosa que abre a porta dos maiores segredos da natureza.

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Notas

  1. Todas as referencias dos Antigos ao Fogo na verdade significa vibração. Fogo é vibração. ↑

  2. Nome que Jeová se auto intitulava. ↑