O Ritmo e o Condicionamento Biológico
OS RITMOS E O CONDICIONAMENTO BIOLÓGICO
“ ENTREGA-TE AO TRABALHO DE DESBRAVARES
TUA PRÓPRIA ESTRADA ANTES QUE NOVO OCASO
SE APROXIME. CUIDA QUE A PRÓXIMA ALVORADA
NÃO TE VENHA ENCONTRAR DORMINDO.
ARTHUR VELOSO
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Ao profano parece que tudo isso à ficção, algo sem um embasamento cientifico algum. Na realidade não é isso, não se trata de desvarios ou produtos da fantasia de mentes férteis. Por certo há princípios físicos que regem os ciclos da vida.
Dissemos, em uma palestra anterior, que a grande maioria das características individuais são condicionadas em grande parte pelos “gens”. Cada pessoa tem uma planta genética de cuja aplicação resulta o organismo com suas características peculiares. Também dissemos que no código genético não existe somente uma probabilidade para cada características. Mudando-se os parâmetros manifesta-se uma ou outras das condições.
Um determinada característica pessoal é resultado da ação de um gen específico, mas esse mesmo gen tem condições de originar outras características desde que as condições sejam diferentes.
Os ciclos atuam exatamente nessa área. Os fatores siderais a partir do momento da fecundação vão condicionando a dominância de uma das alternativas dentre aquelas que são peculiares a um determinado gen.
É possível que alguma pessoa tenha dificuldade de entender isso pois muitos ciclos são assinalados não pelo momento da fecundação mas pelo momento do primeiro alento no nascimento, guando estão o organismo já está devidamente constituído. Mede-se pelo momento do nascimento porque na verdade não é muito fácil se determinar o momento da fecundação. O mais seguro é calcular pelo dia do nascimento desde que a fecundação normalmente precede este em 280 dias. Logo sabendo-se pelo momento do nascimento as tabelas rítmicas já considera esse período. Na realidade nas tabelas mesmo que sejam utilizadas para o momento da parturição a condição sideral é a do início da fecundação. Para uma pessoa nascida numa determinada data as características assinaladas nas tabelas dizem respeito a 280 dias antes.
Queremos salientar que a atuação das condições siderais sobre os gens não são somente aquelas do exato instante da fecundação. As condições que vão se sucedendo a partir daquele momento vão se fazendo sentir durante um tempo mais ou menos longo até que o organismo esteja totalmente constituído. Inicia-se no exato momento da fecundação e vão se sucedendo e agindo seguidamente até a estruturação completa do organismo.
A partir do momento da fecundação os gens vão sofrendo a influência de fatores siderais, das vibrações, do magnetismo e outras condições inerentes ao mundo exterior e isso vai estabelecendo condições propícias para a manifestação de uma das possibilidades inerentes à cada gen. Durante todo o período em que a manifestação dos gens vão se fazendo sentir existe uma condição estabelecida pelos fatores siderais que facilitam uma ou outra das alternativas.
Para um melhor entendimento consideremos o sexo. Nos gens já está incluso a possibilidade de um sexo ou de outro. O sexo é determinado por um cromossoma assinalado por X . Se o cromossoma X está ou não presente decorre não de uma combinação aleatória dos gens mas de uma determinação relativa imposta pelas condições. A “escolha” ou não daquele cromossoma no momento da fecundação para nascer um ser masculino ou feminino é fruto da presença ou não do cromossoma responsável e também das condições presentes para a manifestação ou não dele. Não é uma combinação aleatória como “cara ou coroa”, de conformidade com a situação manifesta-se uma ou outra.
Conforme o momento da fecundação o ambiente pode ser favorável à manifestação das qualidades masculinas femininas. Se as condições siderais foram A manifesta-se uma se forem B manifesta-se a outra desde que ela esteja presente como uma das alternativas.
Se conhecêssemos em detalhes os processos inerentes à combinações gênicas e os da fecundação em seus mínimos detalhes veríamos que na realidade tudo se processa mediante leis físicas ligadas ou á gravitação, ou ao magnetismo, ou a muitas outras radiações cósmicas ainda pouco conhecidas.
De momento a momento a terra em sua movimentação no espaço passa por campos de forças, por campos de energia, que vão condicionar uma ou outra das alternativas dos gens. Na realidade poder-se-ia pensar assim: Se fosse desta forma todas as pessoas geradas num mesmo momento seriam iguais. Na realidade isso ano acontece porque aí também entram em jogo as combinações genéticas. Se num gen há uma gama elevada de alternativas possíveis, elas não são as mesmas para os gens presente nas células germinais. Os gens têm um tanto de características próprias. Um gen atende à uma determinada característica geral. Por exemplo, um gen é responsável pela cor dos olhos. O gen “cor dos olhos”, primariamente está presente em todos os cromossomas que venham a participar de uma fecundação. Mas no gen “cor dos olhos” há muitas variantes e a que se apresentará depende dos fatores presentes no momento da fecundação. As condições como que estimulam uma ou outra variedade.
Suponhamos uma pessoa A em que nele exista um gen Y que seja responsável pelo temperamento. Naquele gen que vamos denominar Y tem muitas alternativas de temperamento. Indiquemo-los por 1 - 3 - 6 - 9... Naquela pessoa em gestação as condições siderais é que determinam a manifestação de uma das alternativas, condicionando o temperamento daquela. Suponhamos que se apresente as condições para a manifestação do tipo 3 de “temperamento”. A “escolha ” deste temperamento 3 é resultante do meio presente e este é decorrente das condições’ siderais. Se a condições fosse algo diferente manifestar-se-ia a condição 1, ou 6 ou 9. Numa outra pessoa o gen responsável pelo temperamento [1] apresenta as alternativas ( variantes ) 2 - 4 - 5 - 7. Esses dois grupamentos são resultantes das combinações genéticas mas como a, característica 3 não está presente no gen da segunda pessoa então aquela mesma condição determina como segunda opção a manifestação da característica 2 que existe naquele gen e não no outro. Em resumo, a mesma condição sideral sobre o organismo A manifestou a característica 3 enquanto que na pessoa B manifestou a característica 2. Assim, as duas pessoas, mesmo havendo sido gestadas num mesmo momento, dentro de idênticas condições siderais, serão diferentes entre si.
Pode-se concluir do que foi dito antes que as características pessoais resultam da combinação dos gens mas também do ambiente. A combinação gênica reponde pelas características básica e o me ambiente pela alternativa escolhida.
Não somente os biorritmos primários e secundários se baseiam no que dissemos mas também toda a astrologia. As ditas influencias planetárias nada mais são do que marcadores de momentos siderais.
Chegamos a um ponto crucial de nossa palestra. por tudo o que foi descrito é lícito se pensar na existência de um determinismo. De uma certa forma na realidade existe um nível de determinismo biológico, mas paralelamente há a possibilidade de pelo livre arbítrio a pessoa usar muitas alternativas reacionais compensadoras. Se ela tem uma natureza biologicamente agressiva imposta pelas condições de sua estrutura física ela pode pelo querer dominar e vencer aquelas condição.
Tudo em dupla polaridade, assim sendo condições mesmo que impostas constitucionalmente, em polaridade. Conhecendo a polaridade a pessoa pode escolher possibilidades mais ou menos intensas. O principio da polaridade permite à pessoas corrigir muitas das sus características. É exatamente nisto que reside o que algumas doutrinas dizem. Modelar o espirito, domar os instintos, ou amansar.
Outro ponto a considerar: Neste caso as características comportamentais, reacionais do indivíduo dependeria da estrutura biológica, do organismo material e não do espirito. Na realidade as duas coisas existem paralelamente. A agressividade, por exemplo, é uma condição do organismo, do cérebro.
Em biologia experimental se estimula determinadas áreas do cérebro de um animal e o estimulo mecânico desencadeia até mesmo uma crise de fúria. Isto faz crer que a fúria seria apenas uma reação orgânica, cerebral. Essa reação é somente cerebral, indaga-se? - Sim e não. O cérebro desenvolve a reação mas para que isso aconteça primeiramente a matéria, o cérebro tem que estar vivo, estar sob o comando de um espírito. Na realidade o que ocorre é que embora a reação seja cerebral o espirito que recebe um determinado corpo tem exatamente as condições inerentes aquele corpo.
Um corpo que seja estruturado com capacidade de responder agressivamente por certo ele será “ocupado” por um espirito agressivo, desde que a escolha de um corpo não é feito por decretos e determinações e sim por leis universais, neste caso a lei da sintonia vibratória, portanto, parte do PRINCIPIO DA VIBRAÇÃO.
No processo da encarnação um espirito agressivo será vibratóriamente atraído para um corpo com características agressivas. Um espirito agressivo entra com mais facilidade em sintonia com um organismo gerado exatamente nas condições que lhes são afins.
Mas, para poder corrigir uma tal situação existe a LEI DA POLARIDADE. Em qualquer caraterística existem dois pólos, dois extremos; na docilidade está contido a agressividade e vice-versa. Assim o espirito, mesmo ocupando um corpo irritável, pode pela polaridade corrigir-se e isto é o que compreende o amansar, o perder a agressividade, o sair da condição negativa e chegar à condição do amor e da docilidade.
Podemos ver assim como um PRINCÍPIO HERMÉTICO equilibra e corrige o outro. Aquele que desconhece os princípios da natureza está sujeito a ficar a mercê de um sem número de situações desagradáveis, a ter um imenso retardamento no seu desenvolvimento espiritual., Por outro lado, quando ele conhece bem as leis e os princípios universais, que são as leis de Deus. Por certo ele tem o DOMÍNIO DA VIDA, e o seu desenvolvimento espiritual será bem mais rápido.
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Notas
Na realidade o temperamento não é fruto de um só gen e sim de vários, mas estamos usando assim como uma forma de tornar mais simples o entendimento. ↑