Estudo do Número Cinco — A Quintessência
“ Quem dentre vós pode tornar límpidas as águas lamacentas? Deixai-as quieta e elas , por si só, se tornarão transparentes
Lao-Tsé.
MISTÉRIOS DO NÚMERO CINCO – A QUINTESSÊNCIA
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Na alquimia o número cinco ocupa uma posição de destaque. Vem dela o nome quintessência; símbolo, de concepção alquímica segundo a qual os quatro elementos da antigüidade (água, fogo, terra e ar ) devem ser complementados por uma quinta essência originária do elemento dominante imaterial do espírito do mundo. Este quinto elemento, como coroação dos outros, era visto como o elemento vivificador. São representados, a águia – ar, a fênix – fogo, o golfinho – água, o homem – terra. A representação da matéria viva deixa então de ser quaternária para ser quintenária e a sua representação gráfica da quintessência da matéria é o pentagrama.
A matéria sem a quintessência é considerada inerte [1] pois é esse “espírito” universal que permite a vivificação da matéria.
Neste ponto podemos dizer o que vem a ser a quintessência dos alquimistas. Na realidade é o mais alto aspecto da água. A água no universo se apresenta em sete níveis, cinco no plano material e dois do espiritual. Assim em relação à vida orgânica a água se manifesta em cinco estados: Sólido , Líquido, Gasoso, Vapor, e Quintessência.
Tales de Mileto e outros filósofos antigos afirmavam ser a água o principio de todas as coisas. Na realidade quando os sacerdotes e filósofos assim ensinavam, eles na realidade não estavam se referindo ás formas da água do plano material, mas a um fluido potencial contido no universo. Esse princípio no Antigo Egito era representado por Kneph, o deus “não revelado”. Simbolicamente era representado pela figura de uma serpente[2] (emblema da eternidade) circundando um jarro, com a cabeça suspensa sobre a água.
Dizem os alquimistas, quando a terra pre-adâmica era reduzida por Alkahest a sua primeira substância, é semelhante à água clara. O Alkahest é “O um invisível”, a água, o primeiro princípio, em sua segunda transformação.
Á água no estado de quintessência é o principio vital essencial vivificador do universo, o elemento transformador da matéria inerte - quatro - em matéria viva - cinco - portanto um símbolo de transformação alquímica.
Mas, ainda existem dois estados mais elevados dá água sendo o mais elevado de todos a Luz, gênese de todas as coisas, conforme ensinava o filósofo Tales de Mileto, e citado na própria Gênese Bíblica 1:2 O Espírito de Deus pairava sobre a face das águas...”.
Essa natureza da água faz com que ela seja usada em grande número de rituais iniciatórios em todo o mundo e em algumas doutrinas conhecido pelo nome de batismo.
O batismo confere à pessoa, graças à natureza quintessencial da água, uma condição energética de volta à origem, simbolicamente representativa de uma transformação, o sair da materialidade representada pelo mistério quatro e o despertar na espiritualidade representada pelo mistério cinco.
A água é desde a mais remota antigüidade símbolo da pureza por isso o batismo com a representa a purificação do ser.
A data em que o batismo foi instituído perde-se na névoa do tempo desde que na antiga Índia era tido como rito de purificação nas cerimônias religiosas. Também no Antigo Egito era religiosamente praticado em cerimônias nas Pirâmides, e em alguma delas ainda hoje existe pia batismal em forma de sarcófago. Também na Grécia nos Mistérios de Eleusis, o batismo com água já era praticado. Na religião hebraica o batismo não era pela água e sim pela circuncisão. João, o Batista, fez voltar à Palestina a prática do batismo pela água. Até mesmo Jesus recebeu essa forma de batismo no Rio Jordão, mostrando a sua importância.
Vale salientar uma visita feita por um sacerdote hebreu de nome Nicodemos a Jesus às escondidas dentro da noite. Naquele encontro Jesus disse que não entraria no reino de Deus aquele que não nascesse de novo da água e do espírito. Essa citação tem muitas interpretações, mas entre elas a da necessidade do renascimento do batismo pela água da caminha espiritual.
Julgam que a água benta usada no catolicismo é de origem recente. Na realidade o seu emprego é muito mais antigo do que supõem, é um dos mais antigos ritos praticados no Egito, de onde passou para Roma pagã. Os sacerdote do antigo Egito aspergiam com água com água benta as imagens dos deuses.
O que faz com que aquilo que é inerte se transforme em vivo é a água em sua quinta essência promove por isso o número cinco e um número relacionado com o lado biológico. As interações dos seres com o mundo e do mundo com os seres pertencem ao mistério cinco. A maneira como o ser interage a nível orgânico, como reage com o mundo exterior e como e como o mundo exterior age sobre ele a nível biológico.
Uma maneira básica de receber do exterior inclui-se, é claro, os meios de subsistência biológica, assim sendo todo o sistema metabólico e digestivo está contido no mistério cinco.
Veremos agora que o número cinco está ligado a tudo o que é orgânico, a tudo o que se apresenta vivificado ou diretamente ligado às formas vivas.
O organismo tem apenas cinco fontes básicas de alimentos para se nutrir: Assim os alimentos têm como origem: Reino Vegetal, Reino Animal, Reino mineral, Água e Prana. A vida orgânica depende diretamente dessas cinco manifestações da natureza.
Existem cinco tipos básicos de alimentação vegetal: cereais ( sementes - massas ), féculas (raízes = batatas = massas e similares), frutas, folhas, caules. [3]
Cinco derivados básicos de origem animal: Sangue, gordura, carne, ovos e leite.
Os alimentos em nível de metabolismo agrupam-se em cinco categorias: Proteínas, Glicídios (Açucares ), Lipídios ( gorduras), Vitaminas e Sais Minerais.
Vale salientar que em decorrência do mistério cinco o organismo não requer mais que cinco órgãos básicos ligados ao metabolismo e ao sistema digestivo/condutor/metabólico. Portanto, são necessárias apenas cinco as vísceras: rins, pulmões, baço, fígado, coração.
Estudamos em outra palestra que existem quatro reinos na natureza: Humano, mineral, vegetal, animal. Mas a ciência diz que os seres vivos distribuem-se em cinco grupos: Animal, vegetal, Fungo, Protista e Monera. Também são grupados como Vírus, Bactéria, Fungos, Animais e Monera.
Os animais podem ser: Mamíferos, Ovíparos ( aves, répteis e anfíbios ), Peixes, Crustáceos e Insetos.
Seja qual for o animal considerado, quanto ao tegumento ele se apresenta com: Pelo Pluma, Escama, Placa e Glabro ( sem pelo ).
A as formas reprodutivas também são cinco: Cissiparidade, oviparidade, parturição, e esporulação.
No organismo humano existem 5 glândulas de secreção internas: Testículo, Supra-renal, Tiróide, Paratireóide, Timo.[4]
As secreções externas do organismo são: Suor, Lágrima, Urina, Esperma e Sucos Digestivos, ao mesmo tempo em que outras tantas são as que se processam em cavidades fechadas: Sangue, Líquido Sinovial, Liquido Céfalo Raquideano, Humor Vítreo e Humor Cristalino.
O organismo humano para viver depende de cinco fontes de nutrição: Vegetal, Animal, Mineral, Água e Prana. Vale dizer que cada uma dessa fonte contribuiu com cinco elementos para a alimentação:
Dos vegetais: Raiz, Caule, Flor, Fruto e Semente.
Dos animais: Carne, Leite, Ovo, gordura e Sangue.
Dos minerais: Hidrogênio, Oxigênio, Carbono, Cálcio e Pospores. (O organismo depende de muitos outros elementos químicos, mas este é o grupo maior. Os demais elementos químicos em ordem de importância podem ser sucessivamente distribuídos em grupos de cinco.
Da água: Sólida, Liquida, Gasosa, vapor e quintessência.
Do Prana: O prana que o ser absorve através da respiração apresenta-se com cinco variedades.
Quando à mobilidade dos seres também o número cinco está presente: Temos que considerar no que diz respeito à mobilidade ativa e a passiva. Ativa aquele que se processa por um impulso ativo do ser, e a passiva aquela que depende de fatores externos:
Motilidade passiva: Parada, flutua, Levada pelo vento, Cai, Rola.
(Algo pode estar parado, pode flutuar, pode flutuar e ser conduzida pelas correntes aquáticas, flutuar nas correntes aéreas, e pela modificação do grau de inclinação de uma superfície ele pode rolar ).
Motilidade ativa: Fixo (o ser se garra a algo ), Anda, Voa, Nada, Rasteja.
Cada elementos de uma desses quinários podem ser desdobrados em outros cinco e assim sucessivamente: Existem cinco tipos de Nado: Craw, Borboleta, Peito, Costas e Cachorrinho, assim como existem cinco tipos de marcha, cinco tipos de flutuação, e assim por diante.
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Notas
Em essência não existe coisa alguma no universo sem vida, mas estamos citando apenas no nível biológico. ↑
?Oroburus, a cobra engolindo a própria cauda, símbolo do infinito. ↑
Um vegetal tem 5 partes: Raiz, caule, folha, semente, fruto e semente ↑
Alguma pessoa poderia dizer da existência de mais uma glândula alem das mencionadas, a Epífise, uma glândula resquicial, e cuja função é desconhecida razão pela qual é considerada pela ciência com um órgão resquicial, em vias de desaparecimento. Segundo as doutrina é um órgão que não deve ser considerado como glândula e sim como algo inerente à visão psíquica ( terceiro lho.) ↑